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18/Aug/2026

Sementes: resultado da Boa Safra no 2º trimestre

A Boa Safra registrou lucro líquido de R$ 2,7 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo prejuízo de R$ 2,7 milhões em igual período do ano passado, em base comparável. A receita operacional líquida cresceu 23%, para R$ 124,7 milhões, enquanto o Ebitda ajustado saltou 504%, de R$ 4,6 milhões para R$ 27,7 milhões. A margem Ebitda ajustada passou de 4% para 22%. O lucro bruto aumentou 83%, para R$ 69,7 milhões, e a margem bruta avançou de 38% para 56%. A companhia atribuiu a melhora à combinação entre custos mais favoráveis e maior participação de negócios além das sementes de soja, que vêm reduzindo a forte sazonalidade dos resultados. "É um trimestre com lucro, um lucro pequeno, mas é lucro. Não é tão simples fazer lucro no primeiro e no segundo trimestre na nossa atividade", afirmou o CEO e cofundador da Boa Safra, Marino Colpo. "No ano passado a gente teve prejuízo no segundo trimestre. Esse ano a gente teve lucro. As novas culturas estão ajudando."

O desempenho antecede o período mais importante do ano para a companhia. A Boa Safra concentra grande parte do faturamento no segundo semestre, quando avança a entrega de sementes para o plantio da nova safra. "Se você olhar a companhia, os trimestres mais importantes são o terceiro e o quarto. O filme termina no quarto tri", disse Colpo. A companhia encerrou junho com carteira de pedidos recorde de R$ 1,804 bilhão, crescimento de 4% em um ano. Desse total, R$ 1,467 bilhão correspondia a sementes de soja, queda de 12% ante o segundo trimestre de 2025. A retração foi compensada pelo avanço das demais culturas e serviços, que passaram a ter peso maior no negócio. Segundo Colpo, a redução na carteira de soja reflete principalmente o atraso dos produtores na tomada de decisão sobre a compra de insumos. O executivo afirmou que a restrição de crédito, o aumento dos custos de fertilizantes e fretes e uma relação de troca menos favorável levaram produtores a postergar as compras, mas disse esperar avanço da comercialização no terceiro trimestre.

"A gente tem esse gap para fechar no terceiro trimestre, a gente tem muito trabalho a fazer, tem muita venda a fazer, mas ainda tem um mercado para acontecer", afirmou. Segundo ele, a companhia não vê neste momento sinais de redução relevante da área brasileira de soja e está comercializando sementes em ritmo ligeiramente superior à média observada no setor. A diversificação também ganhou peso no resultado. As receitas das novas culturas, serviços e insumos cresceram 90% no segundo trimestre ante igual período de 2025. O CFO da companhia, Felipe Marques, afirmou que essas operações começam a reduzir a dependência dos trimestres em que se concentra o faturamento de sementes de soja. "A gente cresce 90% quando a gente olha os outros negócios da companhia em relação a 2025", disse Marques. "Isso já está começando a impactar positivamente não só o top line, mas também o resultado da companhia." A melhora das margens também faz parte de uma mudança de estratégia após a expansão acelerada de 2025.

Segundo Colpo, a Boa Safra ganhou mais de dois pontos porcentuais de participação no mercado no ano passado, mas o movimento exigiu maior estrutura comercial, abertura de clientes e concessão de descontos. "Esse ano a gente está contando uma outra história, uma outra meta. Vamos tirar o foco em crescimento e vamos recuperar a margem", afirmou. Segundo o CEO, a intenção é preservar aproximadamente os 10% de participação conquistados no mercado de sementes de soja e atuar de forma mais seletiva comercialmente. A companhia também vê um ambiente de menor oferta no setor. Colpo disse que a crise de liquidez tem levado empresas de sementes a reduzir suas operações e afirmou que há casos de recuperação judicial no segmento. Ao mesmo tempo, problemas climáticos diminuíram a disponibilidade de sementes de maior qualidade. "A gente tem se deparado com uma concorrência menor esse ano", afirmou.

"Tem tido RJs no nosso setor. Nossos concorrentes a gente sente que eles estão diminuindo de tamanho." A melhora operacional também apareceu na geração de caixa. No primeiro semestre, o fluxo de caixa operacional ficou positivo em R$ 204 milhões, ante consumo de R$ 303 milhões em igual período de 2025. A necessidade de capital de giro caiu de R$ 1,241 bilhão para R$ 769 milhões, enquanto os adiantamentos a fornecedores recuaram fortemente após renegociações de prazos. Marques disse que a companhia reduziu antecipações e passou a buscar com fornecedores prazos mais próximos daqueles concedidos aos clientes, além de interromper a expansão da capacidade de sementes de soja neste ciclo. A dívida líquida consolidada encerrou junho em R$ 619,8 milhões, queda de 23% em base comparável ante um ano antes. Ao mesmo tempo, o caixa e as aplicações financeiras cresceram para R$ 1,31 bilhão. "A gente já mostra uma menor dívida líquida em relação ao segundo trimestre de 25", afirmou Marques.

"Acho que mostra que as nossas ações já estão se mostrando em resultado dentro da empresa." A Boa Safra decidiu reduzir o ritmo de expansão no mercado de sementes de soja neste ano e passou a priorizar a recuperação das margens, com maior seletividade na abertura de clientes e na concessão de descontos. A mudança ocorre depois de um 2025 de forte crescimento, quando a companhia aumentou sua participação no mercado, mas sacrificou parte da rentabilidade para conquistar novos clientes. Segundo o CEO e cofundador da Boa Safra, Marino Colpo, a companhia cresceu mais de 30% no ano passado e ganhou entre 2 e 2,5 pontos porcentuais de participação no mercado de sementes de soja. Com isso, chegou a aproximadamente 10% das vendas do setor, patamar que pretende preservar neste ano sem repetir a mesma agressividade comercial. "Esse ano a gente está contando uma outra história, uma outra meta. Vamos tirar o foco em crescimento e vamos recuperar a margem", afirmou.

A estratégia de 2025 envolveu expansão da equipe comercial, abertura de novos clientes e maior disposição para conceder descontos para fechar negócios. Segundo Colpo, esses movimentos ajudaram a aumentar as vendas, mas tiveram custo sobre a rentabilidade. Ele disse que no ano passado a orientação era evitar perder negócio a qualquer custo, para apresentar o produto a clientes que ainda não conheciam a marca. "Esse ano a gente está um pouco mais seletivo", disse o CEO. A mudança já aparece na estrutura produtiva. A Boa Safra manteve em 280 mil big bags sua capacidade de produção de sementes de soja para este ciclo, sem nova expansão em relação ao ano passado. Segundo o CFO Felipe Marques, a decisão também reduz a necessidade de capital de giro, depois de um período em que o rápido crescimento exigiu mais recursos para financiar estoques e vendas aos produtores. "O crescimento consome muito capital de giro", afirmou Marques.

Além de interromper a expansão da capacidade em soja, a companhia reduziu antecipações a fornecedores e passou a negociar prazos de pagamento mais próximos dos concedidos a seus clientes. A Boa Safra também encontra um ambiente menos competitivo no setor de sementes. Colpo afirmou que a crise de liquidez no agronegócio tem pressionado concorrentes e já levou empresas do segmento a pedidos de recuperação judicial. "A gente tem se deparado com uma concorrência menor esse ano", disse. "Tem tido RJs no nosso setor. A gente sente que nossos concorrentes estão diminuindo de tamanho." O cenário coincide com uma oferta mais restrita de sementes de maior qualidade após problemas climáticos durante a produção. Para Colpo, a combinação entre menor disponibilidade de produto de padrão elevado e dificuldades financeiras de concorrentes permite à Boa Safra trabalhar com preços melhores do que no ciclo anterior. "A gente tem conseguido precificar melhor, conseguido dar menos descontos", afirmou.

Enquanto reduz o ritmo de expansão na soja, a companhia pretende concentrar o crescimento em outras culturas e serviços. Essas frentes cresceram 90% no segundo trimestre e já representam quase 19% da carteira de pedidos de soja e outros negócios, ante apenas 3% um ano antes. A carteira dessas operações aumentou de R$ 52 milhões para R$ 337 milhões. Colpo destacou principalmente milho, sementes para pastagens e sorgo. Segundo o executivo, essas atividades ainda são menores do que a operação de sementes de soja, mas já atingiram escala suficiente para ganhar relevância na expansão da companhia. "Quando você tem já 20% começa a ser um negócio que deve se tornar um motor de crescimento nos próximos anos", afirmou. No milho, a Boa Safra atua também por meio da Bestway, que presta serviços de beneficiamento e tratamento de sementes em Minas Gerais.

A operação praticamente dobrou a receita no primeiro semestre, para R$ 20 milhões, e encerrou junho com R$ 104 milhões em pedidos. A SBS Green Seeds, voltada a sementes para pastagens e plantas de cobertura, tinha carteira de R$ 60 milhões para a safra 2026/27. O ambiente do agronegócio, porém, continua difícil. Colpo disse que produtores e empresas estão procurando reduzir custos diante da escassez de crédito e da pressão sobre as margens. "A minha percepção é que ninguém está muito animado no agro. Está todo mundo em modo, digamos, de crise", afirmou. "A falta de liquidez no setor é muito grande." Para o executivo, o período de ajuste também tende a separar empresas mais capitalizadas das que atravessam maior dificuldade financeira. "Normalmente todos os setores que passam por crise saem fortalecidos. E eu acho que o agro vai sair mais fortalecido", disse.

A Boa Safra atribui o recuo de 12% na carteira de pedidos de sementes de soja em junho ao atraso dos produtores na aquisição de insumos, em um ambiente marcado por maior restrição de crédito, custos elevados e piora da relação de troca no campo. A companhia espera que parte das vendas represadas seja realizada no terceiro trimestre e não identifica, neste momento, sinais de redução da área brasileira de soja na safra 2026/27. A carteira de pedidos de sementes de soja encerrou junho em R$ 1,467 bilhão, queda de 12% ante igual período do ano anterior. A retração ocorreu mesmo com a oferta de sementes de maior qualidade mais restrita neste ciclo, após problemas climáticos reduzirem o aproveitamento dos campos de produção. O movimento de postergação das compras começou nos fertilizantes, tradicionalmente contratados antes das sementes, e posteriormente se estendeu aos demais insumos.

A escassez de crédito e a elevação dos custos de fertilizantes e fretes contribuíram para que os produtores adiassem o fechamento de negócios. Esse atraso na comercialização de fertilizantes acabou se refletindo nas compras de sementes. Apesar da demora, a Boa Safra vem comercializando sementes em ritmo ligeiramente superior à média observada no mercado e ainda identifica demanda a ser contratada ao longo do terceiro trimestre. A companhia considera que existe volume de vendas represadas a ser realizado nesse período e mantém a expectativa de que os produtores não deixarão de plantar. A Boa Safra trabalha com uma área plantada de soja semelhante à registrada no ciclo anterior e não identifica, neste momento, motivo para uma sobra maior de sementes ao final do período de comercialização. A piora da relação de troca também contribuiu para a postergação das decisões de compra pelos produtores.

A recuperação recente das cotações da soja em algumas regiões começa, entretanto, a melhorar esse cenário. Os preços da soja já apresentavam recuperação entre 10% e 15% em determinadas regiões em relação às mínimas recentes, movimento que favorece a retomada das compras pelos produtores. A companhia não identifica falta generalizada de sementes no País, mas avalia que a oferta de produtos de maior qualidade está mais restrita. As análises iniciais da produção da Boa Safra apontam para o melhor padrão de qualidade já obtido pela empresa. A cautela dos produtores nas compras ocorre em um ambiente de deterioração mais ampla das condições de crédito no agronegócio, movimento que também se reflete na carteira da Boa Safra. A provisão para perdas esperadas encerrou junho em R$ 30 milhões, alta de 86% ante os R$ 16 milhões registrados um ano antes.

O ‘Contas a receber’ líquido aumentou 80%, de R$ 118 milhões para R$ 213 milhões. A empresa adota critérios conservadores na avaliação de crédito e provisiona clientes assim que identifica aumento relevante do risco. Os dez maiores casos representam aproximadamente 72% da provisão, enquanto nenhum cliente individual supera R$ 4 milhões. Parte dos valores já havia sido recebida desde o fechamento do trimestre, em 30 de junho. A inadimplência da Boa Safra está acima do padrão histórico da companhia, embora permaneça abaixo do nível observado no setor. A empresa considera a pulverização da carteira um fator de proteção contra perdas maiores e pretende manter uma política conservadora de concessão de crédito durante o período de maior faturamento, concentrado no segundo semestre.

A Boa Safra afirma que as vendas de sementes de soja ganharam ritmo desde o início do terceiro trimestre e espera que a carteira de pedidos continue crescendo nos próximos meses, após o atraso nas compras dos produtores observado no primeiro semestre. Segundo o CEO e cofundador Marino Colpo, o volume de negócios fechado desde julho está acima do padrão normalmente visto pela companhia nesta época do ano. “A carteira de pedidos anda bem, tem tido negócios todos os dias. Para nós, não é comum esse volume de negócios dentro do terceiro trimestre”, afirmou Colpo. Segundo ele, ainda há produtores que não contrataram sementes para a safra 2026/27. “Tem muitos produtores que ainda não compraram semente. Então, a gente está tranquilo com relação a isso e a carteira deve continuar crescendo no terceiro trimestre também.” O executivo atribuiu o atraso principalmente à sequência de decisões de compra dos insumos.

Tradicionalmente, o produtor fecha primeiro fertilizantes e depois avança para defensivos e sementes. Neste ano, a restrição de crédito, a elevação dos fretes e o encarecimento dos fertilizantes postergaram todo esse calendário. “Você vê um atraso de comercialização, tanto no fertilizante, quanto nos químicos, quanto na semente”, afirmou Colpo. Segundo ele, levantamentos encomendados pela companhia indicam que a Boa Safra está comercializando sementes em ritmo superior à média observada no setor. A administração não vê o recuo da carteira de soja como sinal de perda estrutural de demanda. O CFO Felipe Marques afirmou que não há, neste momento, indicação de redução da área a ser plantada no País e classificou o movimento como postergação das compras. A carteira específica de sementes de soja havia encerrado junho em R$ 1,467 bilhão, queda de 12% ante igual período do ano passado. A carteira total, entretanto, atingiu recorde de R$ 1,804 bilhão, alta de 4%, impulsionada pelo crescimento de outras culturas e serviços.

A Boa Safra também espera vender neste ciclo um volume de sementes de soja próximo ao registrado no ano passado, apesar de produzir menos. Segundo Colpo, a companhia deve chegar a aproximadamente 90% da capacidade instalada, de 280 mil big bags, após maior rigor na seleção dos lotes. “A gente deve chegar próximo aos 90% da nossa capacidade, apesar de a gente ter uma meta interna de não redução de volume. Então, vender um volume muito próximo ou igual ao volume vendido no ano passado”, afirmou. A estratégia deve reduzir as sobras de sementes, que ficaram elevadas no ciclo anterior. A companhia também afirma ter alcançado neste ano o melhor padrão de qualidade de sua história, com descarte de lotes inadequados antes da entrada nas unidades de beneficiamento. Colpo disse ainda que o mercado está mais equilibrado neste ciclo, com menor oferta de sementes depois de problemas climáticos e da redução dos planos de produção de concorrentes.

“Muitos dos nossos concorrentes tiraram o pé e estão reduzindo o volume de produção”, afirmou. “Hoje a gente tem um mercado mais saudável, com menos oferta de sementes e sendo possível trabalhar com umas margens um pouco melhores do que a gente trabalhou no ano passado. A Boa Safra reduziu o número de produtos planejados para a próxima safra e endureceu os critérios de entrada de matéria-prima em suas unidades de beneficiamento, medidas adotadas para reduzir a elevada sobra de sementes registrada no ciclo passado. Segundo o CEO e cofundador Marino Colpo, mais de 25% do volume produzido em 2025 ficou sem venda, acima da média histórica da companhia, próxima de 20%. A empresa já registrou anos com sobra ao redor de 17%. “A margem da companhia caiu muito em função de uma sobra elevada. Se você olhar no ano passado, a gente teve uma sobra de mais de 25% de volume, e é uma sobra muito, muito alta”, afirmou Colpo.

Segundo o executivo, a amplitude do portfólio foi um dos fatores que contribuíram para aumentar as sobras, o que levou a companhia a reduzir o número de produtos planejados para o próximo ciclo. A Boa Safra também passou a barrar lotes de qualidade duvidosa antes da internalização, evitando custos com sementes que posteriormente poderiam não atingir o padrão comercial. A companhia trabalhou ainda para elevar a produtividade das unidades abertas durante o ciclo recente de expansão. “Em todas as plantas, todos os níveis subiram de eficiência”, disse Colpo. Segundo ele, algumas fábricas ainda operavam abaixo do desempenho das unidades mais antigas, o que levou a empresa a reforçar treinamento e processos. A Boa Safra pretende vender neste ano um volume de sementes de soja próximo ao registrado no ciclo anterior, apesar de ter internalizado menos matéria-prima.

A produção deve ficar próxima de 90% da capacidade instalada, de 280 mil big bags. Se a meta de vendas for alcançada, Colpo espera que a sobra recue para patamar mais próximo da média histórica. A redução dos estoques remanescentes é uma das principais frentes do programa de eficiência adotado após a expansão acelerada da companhia. A Boa Safra aumentou o volume em quase 30% no ano passado, movimento que exigiu reforço da estrutura operacional. “Querendo ou não, você está num crescimento muito forte, você fica um pouco inchado. Então a gente deu uma reorganizada muito boa em termos de custos”, afirmou Colpo. A administração acredita que as medidas podem aproximar a rentabilidade dos níveis históricos ainda neste ano. “A gente acha que mesmo num ano difícil seria possível a gente voltar para a média, ou vir próximo da média histórica”, disse o CEO.

O CFO Felipe Marques afirmou que o programa de eficiência está evoluindo dentro do previsto. As despesas administrativas e comerciais recuaram em valores absolutos no primeiro semestre mesmo com o crescimento da receita. “O SG&A já é menor, olhando uma base de seis meses, números absolutos menor e mesmo a gente crescer na receita”, afirmou Marques. “Ele está em linha com o que a gente tinha programado internamente.” A companhia não faz projeção formal de rentabilidade para 2026. Marques disse que uma recuperação mais ampla das margens também depende das condições do agronegócio, mas afirmou que a relação de troca dos produtores começou a melhorar e que o ambiente competitivo está mais equilibrado. “Parece que o pior do ano tenha ficado para trás”, afirmou. Fonte: Broadcast Agro.