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17/Aug/2026

Fertilizantes: poder de compra do produtor avança

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou julho em 1,35, com queda de 5% ante junho de 2026, refletindo a combinação de valorização das commodities agrícolas e redução dos preços dos fertilizantes e das matérias-primas. Quanto menor o IPCF, maior é o poder de compra de fertilizantes pelo produtor. O dólar recuou 0,2% em julho ante junho, mantendo relativa estabilidade. As commodities agrícolas registraram alta média de cerca de 4% no período. A soja avançou aproximadamente 7%, influenciada pelas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã no mercado de petróleo, pelas condições climáticas nos Estados Unidos e por dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O milho valorizou cerca de 0,5%, com a colheita da 2ª safra de 2026 no Brasil alcançando aproximadamente 80% da área.

O algodão registrou alta de cerca de 2%, enquanto a cana-de-açúcar permaneceu estável. Os preços dos fertilizantes recuaram, em média, cerca de 8% em julho. A ureia liderou o movimento, com queda de 30%, enquanto o superfosfato simples apresentou redução de 9%. Os preços do fosfato monoamônico (MAP) e do cloreto de potássio (MOP) permaneceram estáveis. Com a combinação de preços agrícolas mais elevados e fertilizantes mais baratos, o IPCF passou de 1,42 em junho para 1,35 em julho. O indicador permanece, contudo, acima dos níveis registrados no início de 2026. Em janeiro, o IPCF estava em 1,20; avançou para 1,28 em fevereiro, 1,53 em março, 1,56 em abril e 1,55 em maio. Na comparação histórica, o IPCF de julho de 2026, em 1,35, supera os níveis observados em julho de 2024 e 2025, quando o indicador estava em 1,11 e 1,32, respectivamente.

Em 2025, o índice havia encerrado dezembro em 1,31. Em relação ao manejo do solo, estudos técnicos analisados pela Mosaic indicam que a ausência de aplicação de fósforo pode provocar perdas de produtividade entre 6% e 20% em condições climáticas normais, com maior risco em áreas de baixa disponibilidade do nutriente. A recomendação é que eventuais ajustes na adubação sejam realizados com base em análise de solo e orientação técnica. Para os próximos meses, a evolução do conflito no Oriente Médio, a importância do Estreito de Ormuz para o comércio internacional de insumos e os efeitos do fenômeno El Niño sobre o calendário de plantio no Brasil são fatores que podem influenciar os preços dos fertilizantes, das commodities agrícolas e, consequentemente, o IPCF. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.