14/Aug/2026
A Kepler Weber projeta continuidade do desempenho positivo da divisão de Agroindústrias nos próximos trimestres, sustentado principalmente pelos investimentos associados à cadeia de biocombustíveis. No segundo trimestre, a divisão registrou receita líquida de R$ 126,5 milhões, alta de 17,9% ante igual período de 2025, e foi a maior área de negócios da companhia no período. A expansão de projetos relacionados ao biodiesel e, principalmente, ao etanol de milho tem ampliado a demanda por equipamentos e estruturas fornecidos pela Kepler Weber.
No primeiro semestre, a divisão de Agroindústrias acumulou receita de R$ 231,5 milhões, crescimento de 11,3% na comparação anual. Os biocombustíveis representam atualmente a maior parcela dos negócios da divisão, enquanto o restante envolve projetos destinados a cooperativas, cerealistas, tradings e empresas ligadas ao beneficiamento de arroz. Os clientes desses segmentos continuam investindo em estruturas de recebimento, secagem e armazenagem, com o objetivo de preservar a capacidade operacional e o nível de serviço.
O crescimento adicional da divisão de Agroindústrias, contudo, tem sido impulsionado principalmente pelos investimentos industriais e pela expansão da cadeia de biocombustíveis. O avanço do etanol de milho ganhou relevância na industrialização do agronegócio brasileiro e elevou a demanda por estruturas e equipamentos destinados às unidades industriais. A Kepler Weber destacou avanços comerciais em projetos com São Martinho, Be8 e Soli3. Na apresentação de resultados, a companhia informou que a carteira de pedidos da divisão de Agroindústrias permanece em expansão, impulsionada pelo ciclo de investimentos nos segmentos de etanol e biodiesel.
No segundo trimestre, a Kepler Weber fechou R$ 272 milhões em novos pedidos considerados relevantes, distribuídos em 35 obras. A divisão de Agroindústrias respondeu por R$ 169,7 milhões desse total, distribuídos em nove projetos, sendo cinco para indústrias, dois para cerealistas, um para cooperativa e um para outra empresa. A companhia ressaltou que parte dessas obras tem previsão contratual de execução ao longo dos próximos 12 meses. Os valores dos novos pedidos não representam projeção de reconhecimento de receita. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.