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13/Aug/2026

Logística: governo incluirá carga aérea no próximo PNL

O governo federal pretende incluir um planejamento específico para o transporte aéreo de cargas na próxima revisão do Plano Nacional de Logística (PNL), prevista para ocorrer a cada quatro anos. A carga aérea ficou fora do PNL 2050 por apresentar participação reduzida nas informações de notas fiscais eletrônicas utilizadas no estudo, mas deverá ser incorporada ao planejamento no próximo ciclo. O PNL 2050, lançado nesta quarta-feira, incorporou o transporte de cabotagem ao planejamento logístico de longo prazo. A próxima atualização deverá ampliar o tratamento dado ao modal aéreo, com a inclusão das cargas movimentadas por aeronaves entre os componentes analisados pelo plano.

Parte relevante do transporte aéreo de cargas já é considerada indiretamente no PNL por meio da análise do transporte de passageiros, uma vez que grande parcela das mercadorias é movimentada nos porões de aeronaves comerciais que operam voos regulares. O governo, contudo, avalia que o próximo ciclo deverá contemplar de forma específica a movimentação de cargas aéreas. O Ministério de Portos e Aeroportos trabalha em duas frentes para ampliar a participação do modal aéreo no transporte de cargas. A primeira envolve a expansão da infraestrutura aeroportuária, especialmente em aeroportos regionais, com investimentos em terminais de menor porte por meio do Programa Ampliar. A segunda frente está relacionada ao aumento da competitividade do setor aéreo, com iniciativas para atrair novas companhias ao mercado brasileiro por meio da Agenda Conectar, que reúne medidas tributárias, regulatórias e de infraestrutura.

O governo também negocia com autoridades de aviação civil de outros cinco países sul-americanos a criação de um mercado aéreo integrado na região. A estratégia busca ampliar a oferta de voos, elevar a concorrência e aumentar a eficiência do transporte aéreo no Brasil. A incorporação do transporte aéreo de cargas ao próximo PNL deverá ampliar a abrangência do planejamento da matriz logística nacional, permitindo maior integração entre aeroportos, demais modais de transporte e os principais centros produtores e consumidores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.