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11/Aug/2026

Defensivos: falta de regulação atrasa tecnologias

Segundo a CropLife Brasil, a demora na regulamentação da nova Lei dos Defensivos Agrícolas está retardando a chegada ao produtor de novas moléculas desenvolvidas pela indústria. A entidade defende maior agilidade na conclusão das normas para acelerar a disponibilização de tecnologias mais eficientes, eficazes e seguras para a agricultura brasileira. A Lei 14.785, sancionada em dezembro de 2023, estabeleceu novas regras para pesquisa, produção, registro, comercialização, fiscalização e uso de defensivos agrícolas no Brasil. Apesar da aprovação do novo marco legal, a regulamentação ainda não foi concluída. A avaliação dos produtos permanece envolvendo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A indústria de defensivos investe cerca de uma década em pesquisa e inovação para desenvolver novas moléculas antes de disponibilizá-las comercialmente. Nesse contexto, a conclusão da regulamentação é considerada necessária para reduzir o intervalo entre o desenvolvimento das tecnologias e sua chegada ao campo, sem eliminar as avaliações relacionadas à produtividade, à proteção ambiental e à saúde humana. As condições da agricultura tropical reforçam a importância da inovação no Brasil, onde as lavouras estão expostas a condições climáticas e à pressão de pragas diferentes das observadas em países de clima temperado. A utilização de defensivos agrícolas é considerada parte relevante da competitividade da produção brasileira, enquanto a atualização das regras deve permitir que tecnologias desenvolvidas especificamente para essas condições sejam disponibilizadas de forma mais rápida.

A CropLife Brasil reúne 52 empresas que atuam nos segmentos de bioinsumos, defensivos químicos, biotecnologia, sementes e mudas. Os investimentos dessas companhias em pesquisa e desenvolvimento incluem tecnologias adaptadas às características da agricultura tropical. Entre os segmentos de inovação, o mercado brasileiro de bioinsumos apresentou crescimento superior a 10% ao ano nos últimos quatro anos, segundo dados citados pela entidade. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em adoção de organismos geneticamente modificados, conforme levantamentos da CropLife, e mais de 180 culturas utilizam tecnologias representadas pelas empresas associadas à entidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.