11/Aug/2026
A linha de financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para aquisição de máquinas agrícolas, que entrou em operação no início de agosto, não deve ser suficiente para reverter a queda das vendas do setor em 2026. A linha conta com R$ 10 bilhões em recursos, volume considerado insuficiente diante da necessidade de financiamento do segmento para destravar a demanda. O setor de máquinas agrícolas deve registrar queda de 20% no faturamento em 2026 ante 2025, em razão principalmente do elevado endividamento dos produtores rurais e das taxas de juros ainda elevadas, conforme estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas Agrícolas (Abimaq). Os recursos da linha Finep são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e são operacionalizados pela Finep. A modalidade foi anunciada no fim de abril, durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e teve autorização para entrar em operação no fim de julho.
A taxa de juros é de 9,2% ao ano, abaixo dos 13,5% cobrados pela linha Moderfrota, operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Como a operacionalização da linha é recente, a demanda ainda está em fase de adaptação. Revendedores e agentes bancários ainda estão se familiarizando com as condições da linha Finep e, nesse período inicial, continuam oferecendo ao produtor modalidades tradicionais de financiamento, como o Moderfrota. A menor taxa de juros da linha Finep pode favorecer sua utilização à medida que bancos e revendedores ampliem a oferta e os produtores conheçam as condições de financiamento. Fabricantes de máquinas agrícolas vêm orientando suas redes de revendedores a apresentar também essa alternativa aos produtores, especialmente em razão do custo financeiro inferior ao das linhas tradicionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.