11/Aug/2026
Segundo o Minas e Energia (MME), o Brasil enfrenta o desafio de formular políticas públicas para o setor de terras raras diante da limitada disponibilidade de conhecimento técnico concentrado em poucos especialistas. O governo acompanha a tramitação do Projeto de Lei (PL) 2.780, que deverá consolidar a regulação dos minerais críticos no País. A estratégia busca ampliar a agregação de valor aos recursos minerais brasileiros e reduzir a posição do Brasil como mero fornecedor de minério. Empresas estrangeiras tradicionalmente identificam o País como fornecedor de minério, sem uma política estruturada de agregação de valor, mas o cenário atual abre uma oportunidade para transformar reservas significativas em riqueza por meio de estratégia de desenvolvimento.
O Brasil possui reservas relevantes de minerais críticos, mas ainda apresenta baixa produção. A transformação desse potencial em riqueza exige políticas públicas capazes de estimular investimentos, ampliar o conhecimento técnico e desenvolver etapas de maior valor agregado das cadeias minerais. A mineração também passou a ser tratada como ativo estratégico, em contraste com a percepção predominante na história recente, quando o setor ganhava espaço na agenda governamental principalmente em razão de fatos negativos. A prioridade atual é aproveitar a atenção sobre os minerais críticos para formular políticas que incorporem o conceito de soberania e ampliem os benefícios econômicos para a população.
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, avaliou que a mineração precisa assumir mais riscos para viabilizar projetos, mas as iniciativas devem apresentar sustentabilidade suficiente para atrair capital. A disponibilidade de financiamento de longo prazo, com prazos de 20 a 30 anos, e uma estrutura regulatória compatível também são consideradas necessárias para o desenvolvimento dos projetos. A definição de prioridades é outro ponto central. A estratégia deve começar pelos minerais em que o Brasil apresenta melhores condições de avanço, permitindo a execução dos primeiros projetos e a criação de bases para ampliar posteriormente a atuação do País nas cadeias de minerais críticos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.