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31/Jul/2026

Fertilizantes: Brasil buscará fornecedores na Índia

O governo brasileiro intensificou as negociações para diversificar as fontes de fornecimento de fertilizantes, em uma estratégia voltada à redução da dependência de poucos mercados exportadores e ao fortalecimento da segurança de abastecimento do País. O tema estará entre as prioridades da agenda oficial que será cumprida na Índia na próxima semana, envolvendo reuniões com ministros de diversos países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as tratativas buscam ampliar as parcerias internacionais para o fornecimento de fertilizantes, reduzindo a elevada dependência brasileira de determinados fornecedores, especialmente da Rússia.

Paralelamente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que também mantém negociações com países fornecedores, entre eles China e Nigéria, com o objetivo de ampliar a oferta de fertilizantes ao mercado brasileiro. A expectativa do governo é anunciar, em curto prazo, medidas que reforcem a segurança de abastecimento e reduzam os riscos para os produtores rurais diante do atual cenário internacional. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) também mobilizou sua rede diplomática para identificar novas alternativas de suprimento. Foi elaborada uma relação de empresas e governos com disponibilidade de fertilizantes para exportação ao Brasil, documento que já foi compartilhado com representantes do setor privado e com os demais órgãos envolvidos nas negociações.

A diversificação de fornecedores contribui para reduzir as preocupações relacionadas ao abastecimento de fertilizantes fosfatados. Entretanto, permanecem desafios para o suprimento de outros insumos estratégicos utilizados na fabricação de fertilizantes, especialmente enxofre e ácido sulfúrico, considerados atualmente entre os principais pontos de atenção para o mercado. As iniciativas ocorrem em um contexto de maior volatilidade no mercado internacional de fertilizantes, marcado por tensões geopolíticas, restrições logísticas e incertezas sobre o fluxo global de matérias-primas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.