28/Jul/2026
Segundo a Argus, o ritmo de compras de fertilizantes para a safra brasileira de soja 2026/27 permanece atrasado em relação ao observado no mesmo período da temporada anterior. Entre 20% e 30% das necessidades de insumos ainda não foram negociadas, representando atraso de 5% a 10% em comparação com igual período de 2025. A expectativa do mercado é de que parte desse volume pendente permaneça sem contratação, diante da perspectiva de redução da aplicação de fertilizantes fosfatados por hectare. A decisão dos produtores é influenciada pelos preços dos fertilizantes acima das expectativas, pelo aumento dos custos de produção e pelas cotações das commodities agrícolas inferiores às registradas no ano passado.
Em meados de julho, o fosfato monoamônico (MAP) foi negociado, em média, a US$ 895,00 por tonelada CFR Brasil, ante US$ 763,00 por tonelada no mesmo período de 2025. O superfosfato triplo (TSP) também apresentou valorização em relação ao ano anterior, sendo cotado em aproximadamente US$ 1.117,00 por tonelada, enquanto o superfosfato simples registrou aumento anual próximo de US$ 40,00 por tonelada. Em Mato Grosso, a elevação dos preços dos fertilizantes contribuiu para o aumento dos custos estimados de produção da soja em julho. Apesar da alta dos preços, a disponibilidade de produto não representa um fator limitante para o mercado. Há estoques de MAP e de superfosfato simples armazenados em recintos alfandegados nos portos brasileiros, ofertados a preços inferiores aos dos novos embarques, embora o interesse de compra pelos produtores permaneça reduzido.
A suspensão das tarifas de importação sobre fertilizantes fosfatados provenientes do Marrocos pelos Estados Unidos teve impacto limitado sobre o mercado brasileiro na atual temporada de comercialização. No entanto, a medida poderá ganhar relevância no ciclo de compras de 2027, quando o Marrocos poderá direcionar seus embarques para os mercados norte-americano ou brasileiro conforme a rentabilidade oferecida. No cenário internacional, a demanda da Índia e os elevados custos das matérias-primas utilizadas na produção de fertilizantes, como enxofre e amônia, continuam oferecendo sustentação às cotações dos fosfatados de alta concentração. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.