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28/Jul/2026

Diesel: preços seguem abaixo da paridade no Brasil

A queda das cotações internacionais do petróleo para abaixo de US$ 90,00 por barril, no caso do Brent, não foi suficiente para reduzir a defasagem dos preços dos combustíveis nas refinarias brasileiras. Segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre os preços domésticos e a paridade de importação permaneceu elevada no encerramento do período. A defasagem do diesel alcançou 58%, enquanto a da gasolina foi de 45%. Nas refinarias da Petrobras, a maior diferença foi observada no Porto de Suape (PE), onde o diesel apresentava defasagem de 72%.

No local, o combustível era comercializado a R$ 5,44 por litro, valor R$ 2,27 por litro inferior ao preço de venda equivalente pela paridade de importação. Na média das refinarias da Petrobras, os preços do diesel permaneciam 69% abaixo do preço de paridade de importação (PPI). Para a gasolina, a defasagem média era de 54%. Em contraste, a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, mantinha preços mais próximos das referências internacionais após os reajustes realizados na semana anterior. O diesel apresentava defasagem de apenas 1%, enquanto a gasolina registrava diferença de 2% em relação ao mercado externo.

O último reajuste promovido pela Petrobras para o diesel ocorreu em 1º de junho, com redução de R$ 0,35 por litro. Na ocasião, o corte coincidiu com uma subvenção do governo de igual valor, posteriormente encerrada e substituída por um novo subsídio de R$ 1,12 por litro. Para a gasolina, o último reajuste ocorreu em 29 de maio, quando a Petrobras elevou o preço em R$ 0,48 por litro. O impacto para as distribuidoras foi parcialmente compensado por uma subvenção governamental de R$ 0,44 por litro, resultando em aumento líquido de R$ 0,04 por litro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.