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27/Jul/2026

Indústria Química: tarifas dos EUA reduzem exportação

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) avalia que os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já afetam o desempenho das exportações do setor. As vendas da indústria química brasileira ao mercado norte-americano recuaram de cerca de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,8 bilhão, redução de aproximadamente US$ 400 milhões. A entidade já havia apresentado manifestações ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) durante a consulta pública da Seção 301, destacando os mecanismos de conformidade adotados pela indústria química brasileira e os padrões de governança, responsabilidade social e respeito aos direitos humanos aplicados pelo setor. A Abiquim avalia que não existem fundamentos econômicos que justifiquem a aplicação das novas tarifas sobre os produtos químicos brasileiros.

Em 2025, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões em produtos químicos para o Brasil, enquanto as importações norte-americanas do setor somaram pouco mais de US$ 2 bilhões, resultando em superávit comercial superior a US$ 9 bilhões para os Estados Unidos. A entidade também destacou que a preocupação com os impactos da medida é compartilhada pela indústria química norte-americana. O American Chemistry Council (ACC), principal representação do setor nos Estados Unidos, alertou que tarifas amplas sobre produtos brasileiros podem elevar custos para empresas norte-americanas, comprometer cadeias produtivas e dificultar os esforços de reindustrialização do país. Em relação às medidas anunciadas pelo governo brasileiro, a Abiquim avaliou positivamente o Brasil Soberano III, programa criado para ampliar o apoio às empresas afetadas pelas novas tarifas dos Estados Unidos.

A entidade solicitou que a indústria química seja incluída entre os setores diretamente impactados, permitindo acesso às linhas de crédito previstas na iniciativa. O programa foi estruturado após o aumento das tarifas norte-americanas sobre exportações brasileiras, incluindo a sobretaxa adicional de 25% aplicada pela Seção 301 desde 22 de julho, somada às tarifas já existentes previstas na Seção 232. A Abiquim defende que a regulamentação do Brasil Soberano III estabeleça rapidamente os critérios de acesso aos recursos, permitindo que as empresas afetadas tenham maior agilidade na utilização das linhas de financiamento destinadas à mitigação dos impactos comerciais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.