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27/Jul/2026

Máquinas: setor contra uso da Lei da Reciprocidade

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) manifestou posição contrária à utilização da Lei da Reciprocidade Econômica pelo governo brasileiro como resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A adoção de medidas de retaliação tende a produzir efeitos limitados e pode dificultar o diálogo bilateral, comprometendo as negociações comerciais entre os dois países. O posicionamento foi divulgado após o governo dos Estados Unidos confirmar a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% aos produtos brasileiros no âmbito da investigação relacionada ao combate à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Com a nova medida, determinados produtos brasileiros passam a enfrentar tarifa total de 37,5% para ingresso no mercado norte-americano.

A decisão norte-americana possui motivação predominantemente política, razão pela qual a entidade considera mais adequada a manutenção e o fortalecimento dos canais diplomáticos e das negociações conduzidas pelos governos e pelo setor empresarial. A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é estratégica e a preservação do diálogo tende a ser mais eficiente do que a adoção de medidas de confronto. A Abimaq continuará acompanhando a evolução das medidas comerciais e atuando em conjunto com o governo brasileiro e com o setor produtivo na defesa da indústria nacional de máquinas e equipamentos e na busca por alternativas para minimizar os impactos sobre as exportações.

A justificativa apresentada pelo governo norte-americano para a aplicação da tarifa adicional está relacionada à investigação sobre trabalho forçado e atende a exigências estabelecidas pela Suprema Corte dos Estados Unidos quanto à necessidade de fundamentação legal para a adoção de novas tarifas comerciais. A elevação da tarifa total para 37,5% reduzirá ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. Como consequência, projeta queda entre 10% e 11% nas exportações brasileiras de máquinas e equipamentos destinadas aos Estados Unidos, indicando perspectiva de deterioração do desempenho do setor naquele mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.