23/Jul/2026
A ministra da Transição Ecológica da França, Monique Barbut, recuou nesta quarta-feira (22/07) e permaneceu no cargo após reunião com o presidente Emmanuel Macron, que não aceitou seu pedido de demissão. Horas antes, Barbut havia anunciado a intenção de deixar o governo em protesto contra o projeto de lei emergencial para a agricultura que concede isenções temporárias para o uso de defensivos agrícolas restritos, apontados por cientistas como prejudiciais às abelhas. Barbut e Macron reconheceram suas divergências em relação à versão final da proposta aprovada pelo Parlamento.
A ministra tem o apoio de Macron e do primeiro-ministro Sebastien Lecornu para dar continuidade à sua missão. A legislação, aprovada pelos parlamentares franceses no dia 21 de julho, permite que a Agência Francesa de Saúde Alimentar, Ambiental e Ocupacional autorize excepcionalmente o uso de acetamiprida e flupiradifurona em setores agrícolas em dificuldade. Os dois defensivos, pertencentes à classe dos neonicotinoides, são permitidos pelas regras da União Europeia, mas atualmente estão proibidos na França. A autorização emergencial abrange o uso nas culturas de beterraba açucareira, maçãs, avelãs e cerejas.
"Nos últimos nove meses, defendi aqueles que não marcham, que não votam e que não gritam: o silêncio das nossas florestas, a qualidade da nossa água, a pureza do nosso ar, a riqueza dos nossos solos e a diversidade da vida", escreveu Barbut em publicação nas redes sociais antes do encontro com Macron. "Hoje, devo reconhecer que as forças opostas a esses objetivos se tornaram tão poderosas que não tenho mais os meios para levar essa ambição adiante." Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.