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23/Jul/2026

Logística: Ponte Bioceânica liga Brasil e Paraguai

A construção da Ponte da Rota Bioceânica, que ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade de Carmelo Peralta, no Paraguai, alcançou um marco com a conclusão da concretagem do último segmento do tabuleiro, etapa conhecida na engenharia como união das aduelas. A conclusão dessa fase representa a conexão estrutural entre as duas extremidades da ponte, embora a liberação para o tráfego ainda dependa da finalização das obras de acesso em ambas as cabeceiras. A inauguração permanece prevista para 2027. Apesar da conclusão da ligação estrutural, ainda serão executadas etapas técnicas para a conclusão definitiva da obra. Entre os trabalhos previstos estão a revisão topográfica completa, o monitoramento dos sensores instalados na estrutura para aferição das tensões nos cabos estaiados, a realização de eventuais ajustes no tensionamento dos estais e a correção de pontos que necessitem de nivelamento.

Com a conclusão da conexão estrutural, o cronograma da obra passa a contemplar a pavimentação da pista de rolamento, os acabamentos, a instalação dos sistemas de segurança e demais serviços complementares necessários para a entrada em operação da travessia internacional. A construção da ponte teve início há quatro anos e foi desenvolvida pelo Consórcio Binacional Paraguai-Brasil (Pybra). O projeto estrutural é de autoria do engenheiro italiano Mario de Miranda, que acompanhou a etapa final de união das duas seções da estrutura. A Ponte da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai será a terceira ligação rodoviária entre Brasil e Paraguai e a maior entre elas, com 1.294 metros de extensão, 20 metros de largura e aproximadamente 37 metros de altura no vão central. Para efeito de comparação, a Ponte da Amizade, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Ciudad del Este, possui 552 metros de extensão.

A nova estrutura integra o Corredor Bioceânico Rodoviário, projeto internacional destinado a conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile por meio de aproximadamente 3,5 mil quilômetros de rodovias, estabelecendo uma ligação terrestre entre os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), no Oceano Atlântico, e o porto de Antofagasta, no Chile, no Oceano Pacífico. Além de reduzir distâncias e custos logísticos para o transporte de cargas, o corredor deverá ampliar a competitividade das exportações, estimular o turismo e facilitar o acesso a regiões com menor nível de integração econômica, como o Chaco paraguaio. Concebido há mais de 25 anos, o empreendimento também é denominado Rota de Integração Latino-Americana ou Corredor Rodoviário de Capricórnio, por acompanhar parcialmente a linha do Trópico de Capricórnio. Considerada a principal obra de infraestrutura do corredor, a Ponte da Rota Bioceânica recebeu investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.