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16/Jul/2026

Fertilizantes: venda interna cresce no 1º quadrimestre

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 12,30 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026, alta de 1,6% em relação às 12,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Em abril, as entregas totalizaram 2,54 milhões de toneladas, recuo de 6% ante igual mês do ano passado, quando alcançaram 2,70 milhões de toneladas. O desempenho acumulado de janeiro a março foi influenciado pela demanda associada à 2ª safra de milho de 2026, enquanto os dados de abril já refletem os impactos sobre a preparação da safra de verão (1ª safra 2026/27). Mato Grosso liderou as entregas no período de janeiro a abril, com 3,06 milhões de toneladas, equivalente a 24,9% do total nacional. Na sequência aparecem São Paulo, com 1,39 milhão de toneladas; Paraná, com 1,33 milhão; Goiás, com 1,31 milhão; e Minas Gerais, com 1,05 milhão de toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou abril em 510 mil toneladas, queda de 9,2% em comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do primeiro quadrimestre, a produção alcançou 1,92 milhão de toneladas, retração de 14,4% ante as 2,24 milhões de toneladas produzidas no mesmo período do ano anterior. A redução da produção interna está relacionada principalmente à elevação dos preços do enxofre, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes fosfatados, cuja produção possui participação relevante na indústria nacional. Devido a mudanças na estrutura societária de empresas e à retomada de produção em determinados ativos, parte da produção nacional não foi capturada no levantamento referente ao primeiro quadrimestre. As importações de fertilizantes intermediários continuam desempenhando papel central no abastecimento brasileiro.

Em abril, os desembarques alcançaram 3,05 milhões de toneladas, aumento de 10,4% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a abril, as importações somaram 11,21 milhões de toneladas, praticamente estáveis, com leve queda de 0,4% frente às 11,26 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. O volume importado também foi influenciado pela necessidade de atendimento à demanda da 2ª safra de milho de 2026, que apresentou maior intensidade no ciclo atual. O Porto de Paranaguá (PR), principal porta de entrada de fertilizantes no País, recebeu 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, queda de 6,5% ante as 3,04 milhões de toneladas movimentadas no mesmo período de 2025. O terminal respondeu por 25,4% do total importado no período, conforme dados do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado de São Paulo (Siacesp) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.