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14/Jul/2026

Portos: não há impacto de greve de caminhoneiros

A Autoridade Portuária de Santos (APS) afirmou que as operações no terminal ocorreram normalmente nesta segunda-feira (13/07). A manifestação veio em meio à convocação, por caminhoneiros, de paralisação nos portos em pressão pela votação da Medida Provisória do Piso Mínimo do Frete. A Autoridade Portuária de Santos afirmou que tomou conhecimento da "realização de uma mobilização pacífica de transportadores autônomos de cargas", mas sem impactos na operação. "Bem como não (há) registro de impactos no trânsito das vias portuárias decorrentes do protesto, estando as vias totalmente liberadas.

No início da manhã desta segunda-feira (13/07), houve um bloqueio parcial no acesso ao porto, por menos de uma hora, no qual os manifestantes permitiam a passagem quando solicitada", informou a autoridade responsável pelo Porto de Santos. No Porto de Santos, a paralisação foi deliberada pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos), um dos maiores do País, em assembleia realizada na sexta-feira (10/07). Por volta da meia-noite desta segunda-feira (13/07), caminhoneiros se mobilizavam nas proximidades do porto. O Sindicam-Santos afirmou que a paralisação dos caminhoneiros autônomos na região tinha previsão de duração de 24 horas.

Há registro ainda de paralisação de caminhoneiros no Porto de Salvador (BA), conforme informações da Comissão Pró-Caminhoneiro do Estado da Bahia. Nos Portos do Paraná, principal corredor de produtos agropecuários do País, a movimentação foi normal, sem nenhuma manifestação ou indicativo de paralisação, segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. Os caminhoneiros pressionam para que a MP do Frete seja pautada para votação no plenário do Senado pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP). O texto perde validade, ou seja, caduca, após 16 de julho. A MP não consta na pauta de projetos a serem apreciados pelo Senado nesta semana. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado em 17 de junho, após apreciação na Comissão Mista do Congresso.

A MP foi editada pelo governo federal em março deste ano para reforçar o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário. Entre outros pontos, a proposta torna obrigatório o registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e cria mecanismos para punir empresas e transportadores que contratarem fretes abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela ANTT. Setores como o agronegócio e a indústria são contrários à MP, alegando potencial aumento de custos logísticos decorrente do frete rodoviário e insegurança jurídica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.