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14/Jul/2026

Diesel: governo não pretende retomar subvenção

O governo federal avalia que não há necessidade de retomar a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, mesmo diante da nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e da elevação das cotações internacionais do petróleo. A avaliação da equipe econômica é de que, com o petróleo na faixa de US$ 80,00 por barril, os impactos permanecem moderados e podem ser administrados com os instrumentos atualmente disponíveis. A área econômica considera que a manutenção da subvenção adicional não é necessária porque ainda permanece vigente outra medida de apoio no valor de R$ 1,12 por litro de diesel. No caso da gasolina, uma eventual retirada de subsídios não deve ocorrer no curto prazo em razão da elevada volatilidade provocada pelo cenário geopolítico.

O governo também descarta, neste momento, a retomada do projeto de lei complementar que previa a possibilidade de redução de tributos sobre combustíveis com compensação por receitas extraordinárias decorrentes da valorização do petróleo no mercado internacional. A proposta deixou de avançar no Congresso após a redução das tensões anteriores no mercado de energia. O cenário exigiria novas medidas caso o petróleo permaneça ou ultrapasse o patamar de US$ 90,00 por barril. Até esse nível, o Executivo considera ter condições de absorver os efeitos sobre os preços utilizando mecanismos já existentes, mesmo que isso possa postergar a retirada de medidas emergenciais adotadas anteriormente.

A pressão sobre o mercado de combustíveis aumentou após novas tensões no Oriente Médio, com declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o controle do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação de petróleo da região. Paralelamente, ataques da Ucrânia contra infraestrutura energética da Rússia e restrições russas às exportações de diesel ampliaram as preocupações com a oferta global de derivados. O mercado internacional reagiu ao anúncio do Irã de novo fechamento do Estreito de Ormuz após ataques norte-americanos e aos impactos sobre a disponibilidade de produtos petrolíferos russos. A Rússia mantém restrições às exportações de diesel e avalia limitar embarques de gasolina e querosene de aviação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.