14/Jul/2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 100 milhões para a Piauí Níquel Metais, destinado à aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais para implantação de projeto voltado à produção de precipitados de níquel e cobalto de alta pureza em Capitão Gervásio Oliveira (PI). Os produtos serão direcionados a segmentos de alto valor agregado, como veículos elétricos, energia sustentável e indústria aeroespacial. Os recursos serão disponibilizados por meio da linha BNDES Máquinas e Serviços e poderão ser utilizados na aquisição de máquinas, equipamentos, sistemas industriais, componentes, bens nacionais de informática e automação, serviços nacionais e equipamentos importados quando não houver similar fabricado no Brasil.
O empreendimento integra a Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos, lançada pelo BNDES em parceria com a Finep em 2025, da qual o plano de negócios da empresa foi um dos projetos selecionados. A Piauí Níquel Metais é subsidiária integral da Brazilian Nickel Limited e foi criada para produzir precipitado de hidróxido misto (MHP), composto de níquel e cobalto de alta pureza destinado às cadeias globais de minerais estratégicos. As negociações para estruturação do financiamento contaram com assessoria da Alvarez & Marsal Infra. O projeto prevê capacidade anual de produção de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto, com início das operações programado para 2028.
Na fase operacional, prevista para 2029, o minério será submetido a processo de purificação e precipitação direta, resultando na produção de MHP, com teor médio entre 48% e 50% de níquel e aproximadamente 2% de cobalto, destinado ao mercado internacional. O precipitado de hidróxido misto é utilizado como matéria-prima para a produção de componentes de níquel empregados em baterias de íons de lítio para veículos elétricos, além de aplicações tradicionais na fabricação de aço inoxidável e outras ligas metálicas. O projeto utilizará tecnologia baseada em lixiviação em pilhas, considerada de baixo carbono, com elevada recirculação de água, menor intensidade energética, redução de emissões e de geração de resíduos sólidos, além de dispensar o uso de barragens de rejeitos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.