10/Jul/2026
Representantes dos caminhoneiros intensificaram a pressão sobre o Senado Federal e ameaçam deflagrar uma greve nacional caso a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que reforça a política de pisos mínimos do frete rodoviário, não seja pautada para votação e perca a validade. O prazo para apreciação da proposta termina em 16 de julho. A mobilização é liderada pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), que atribui ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a responsabilidade por eventual paralisação caso a matéria não seja incluída na pauta do plenário. Segundo a entidade, a perda de vigência da medida representaria um retrocesso para o transporte rodoviário de cargas e comprometeria mecanismos considerados importantes para ampliar a segurança jurídica da atividade.
Editada pelo governo federal em março de 2026, a MP 1.343/2026 fortalece a fiscalização da política de preços mínimos do frete. Entre as principais mudanças, estabelece a obrigatoriedade do registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e cria instrumentos para penalizar empresas e transportadores que realizarem contratações abaixo dos pisos mínimos definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Na avaliação da categoria, a manutenção dessas regras é fundamental para assegurar maior previsibilidade na remuneração dos transportadores e reduzir práticas de contratação abaixo dos valores estabelecidos pela regulamentação vigente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.