09/Jul/2026
O Parlamento Europeu aprovou medidas emergenciais para reduzir os impactos da alta dos preços dos fertilizantes sobre os produtores rurais da União Europeia (UE). A proposta estabelece um regime de urgência para alterações na Política Agrícola Comum (PAC), permitindo a liberação antecipada de recursos financeiros antes do início da próxima temporada de plantio. A iniciativa responde ao aumento dos custos de produção provocado pela crise no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, fatores que afetaram o abastecimento de matérias-primas e impulsionaram as cotações da energia e do gás natural. Em abril de 2026, os preços globais dos fertilizantes nitrogenados estavam 71% acima da média registrada em 2024.
Os fertilizantes representam entre 7% e 8% dos custos totais da atividade agrícola na União Europeia, participação que pode ser superior em culturas de maior intensidade de uso do insumo. O aumento dos preços eleva o risco de redução da produtividade e da área cultivada. Atualmente, o bloco importa cerca de 30% dos fertilizantes nitrogenados e aproximadamente 70% dos fertilizantes fosfatados consumidos na produção agrícola. Pelas medidas aprovadas, os produtores poderão receber apoio financeiro para compensar até 50% dos custos adicionais com fertilizantes. O limite será ampliado para 80% no caso de agricultores participantes de programas ambientais e compromissos climáticos. Os recursos serão provenientes dos fundos de desenvolvimento rural, que poderão financiar até 65% do valor do auxílio.
Os governos nacionais terão autorização para complementar esse montante em até 200% com recursos próprios. O pacote também amplia o percentual de adiantamento dos pagamentos diretos da Política Agrícola Comum de 70% para 75%, permitindo a liberação dos recursos após a solicitação do produtor, sem a necessidade de aguardar a data regulatória anteriormente fixada em 16 de outubro. Além disso, os Estados-membros poderão remanejar recursos orçamentários da PAC para o próximo exercício. Após a aprovação pelo Parlamento Europeu, o texto seguirá para análise do Conselho da União Europeia. As medidas entrarão em vigor após a publicação no Jornal Oficial da União Europeia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.