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09/Jul/2026

Diesel: Rússia reduz exportação ao Brasil em junho

A oferta de diesel russo ao Brasil registrou forte retração em junho e deve permanecer em patamar reduzido ao longo de julho, com volumes menores de cargas chegando aos portos nacionais. A avaliação é de que a disponibilidade do produto russo seguirá abaixo dos níveis observados no início da guerra entre Estados Unidos e Irã, quando as compras aumentaram nos meses de março e abril. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o Brasil importou 360,97 milhões de litros de diesel russo em junho, queda de 65% ante maio, quando as compras alcançaram 1,025 bilhão de litros.

Considerando todas as origens, as importações brasileiras de diesel recuaram de 1,417 bilhão de litros em maio para 586,4 milhões de litros em junho, redução de 58,6%. A retração da oferta russa ganhou novo impulso após o governo russo anunciar a proibição das exportações de diesel, medida relacionada aos impactos de ataques ucranianos sobre centros de refino no país. A restrição ocorre em um ambiente de dificuldades de abastecimento interno na Rússia, que passou a adotar também uma política de importação de derivados, movimento considerado incomum para o país.

O mercado brasileiro deve conviver com menor disponibilidade de diesel russo nos próximos meses, em paralelo a um cenário internacional mais apertado. O diesel norte-americano passou a ser mais disputado por compradores asiáticos, enquanto a menor disponibilidade na Ásia é influenciada pela redução das exportações chinesas e pela diminuição dos embarques da Índia, diante de maior demanda interna e menor oferta para outros mercados.

A conjuntura aponta para um mercado global de diesel com oferta restrita. No Brasil, porém, parte dos efeitos da redução das importações tende a ser compensada pelo aumento da produção doméstica, especialmente nas refinarias nacionais e na Petrobras, que elevou a utilização das unidades de processamento para ampliar a oferta de derivados. A maior produção interna contribui para reduzir o impacto da menor disponibilidade externa, mantendo o abastecimento nacional menos dependente das oscilações do mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.