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07/Jul/2026

Fertilizantes: Brasil reduz importação no 1º semestre

Segundo a StoneX, as importações de fertilizantes pelo Brasil recuaram 8,6% no acumulado de janeiro a junho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, em meio a turbulências associadas à guerra no Oriente Médio e à deterioração das relações de troca. O movimento reflete maior cautela dos compradores diante de condições comerciais consideradas desfavoráveis, com relações de troca em níveis entre os mais baixos dos últimos anos, o que levou à desaceleração das compras e ao adiamento de negociações ao longo do semestre. Entre os principais produtos, a ureia registrou a maior queda, com recuo de 32% nas importações na comparação anual.

O fosfato monoamônico (MAP) teve redução de 24% nos desembarques, enquanto o nitrato de amônio apresentou queda de 42% no período. As importações de enxofre, insumo utilizado na produção de fertilizantes fosfatados, também caíram cerca de 42% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo intervalo de 2025. A redução na disponibilidade do insumo levou à diminuição das taxas de operação de fabricantes, restringindo a oferta de fertilizantes desse grupo. Por outro lado, o cloreto de potássio e o superfosfato triplo (TSP) registraram aumento nos volumes importados, sustentados por condições mais favoráveis de aquisição e melhores relações de troca.

A restrição na oferta de MAP e fosfato diamônico (DAP) direcionou parte da demanda para essas alternativas. Para a safra 2026/27, a janela de importação apresenta ritmo mais contido. No segmento de nitrogenados, as compras tendem a se concentrar entre junho e julho, com movimentação até dezembro para recomposição de estoques antes da 2ª safra de 2027. No caso dos fosfatados, a maior parte das aquisições ocorre entre abril e agosto, o que indica necessidade de aceleração das compras nas próximas semanas para garantir disponibilidade de fertilizantes no período de aplicação entre setembro e outubro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.