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06/Jul/2026

Rodovias: tecnologia pode ampliar a segurança

Testes realizados por concessionárias de rodovias brasileiras com sistemas de fiscalização por velocidade média identificaram elevado índice de excesso de velocidade, evidenciando limitações do modelo tradicional de radares fixos. Diferentemente dos equipamentos convencionais, que registram a velocidade apenas em um ponto específico da via, a nova tecnologia acompanha o deslocamento dos veículos ao longo de um trecho e calcula a velocidade média desenvolvida durante o percurso. Os levantamentos apontam que parte dos motoristas adota a prática de reduzir a velocidade apenas na aproximação dos radares fixos e acelerar nos demais trechos da rodovia.

Como o cálculo considera o tempo necessário para percorrer uma determinada distância, o sistema permite identificar condutores que mantêm velocidade média superior ao limite estabelecido para a via. Em um trecho monitorado do Rodoanel, dados da concessionária SPMar indicaram que aproximadamente 50% dos automóveis trafegaram com velocidade média de 110 Km/h em um segmento cujo limite é de 100 Km/h. Entre caminhões e ônibus, cerca de nove em cada dez veículos apresentaram velocidade média superior ao limite de 80 Km/h. Os resultados reforçam o desafio da segurança viária no Brasil.

Dados do DataSUS, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que o País registrou mais de 37 mil mortes no trânsito em 2024, mantendo elevado o número de vítimas em rodovias e áreas urbanas. Experiências internacionais demonstram resultados positivos com a adoção da fiscalização por velocidade média. Sistemas semelhantes estão em operação na Europa há aproximadamente duas décadas, com registros de redução da mortalidade no trânsito de 56% na Itália e de 70% na Escócia.

Embora a tecnologia já esteja disponível no Brasil, sua utilização para fins de autuação ainda depende de adequações na legislação e na regulamentação. Atualmente, os equipamentos permanecem em fase de testes com caráter educativo. A implementação definitiva exige alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e normas regulatórias que autorizem o uso do sistema para fiscalização efetiva das infrações de velocidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.