06/Jul/2026
A infraestrutura de geração de energia renovável permitiu ao Brasil evitar gastos estimados em US$ 32,4 bilhões com energia fóssil em 2025, segundo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). O desempenho colocou o País na terceira posição entre as 20 maiores economias analisadas, atrás apenas da China, com US$ 176,8 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 34,6 bilhões. O levantamento compara a geração de eletricidade proveniente de fontes renováveis em 2025 com um cenário hipotético em que a mesma demanda energética fosse atendida por meio da expansão da capacidade instalada de usinas a carvão e a gás.
A Irena ressalta que os valores representam gastos evitados com combustíveis fósseis, e não economia líquida, uma vez que houve investimentos direcionados à expansão das fontes renováveis. Considerando o conjunto das 20 maiores economias do mundo, a geração renovável evitou desembolsos estimados em US$ 377 bilhões, em valores de 2025, além de impedir a emissão de aproximadamente 6,6 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO₂). No caso brasileiro, a matriz elétrica renovável evitou a emissão de cerca de 432 milhões de toneladas de CO₂ em 2025. O resultado reflete principalmente a elevada participação da geração hidrelétrica, comparada ao uso potencial de usinas movidas a gás natural e carvão mineral, que hoje possuem participação reduzida na matriz elétrica nacional.
Em manifestação sobre o estudo, o Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que o governo vem implementando ações para acelerar a transição energética e promover a descarbonização da economia. A estratégia busca conciliar segurança energética, competitividade e sustentabilidade. O MME oficializou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), que projeta investimentos de aproximadamente R$ 3,5 trilhões ao longo dos próximos dez anos. Os recursos deverão apoiar a expansão da oferta de energia, a modernização da infraestrutura e o fortalecimento da inserção do Brasil na economia de baixo carbono. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.