03/Jul/2026
O Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), estabelece como uma de suas principais metas reduzir a dependência brasileira das importações de fertilizantes fosfatados e potássicos (PK). A projeção é diminuir a participação das importações de 87,3% para 34,9% até 2050, fortalecendo a produção nacional de insumos estratégicos para o agronegócio. O documento também prevê ampliar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2% até 2050.
Entre os minerais considerados estratégicos estão lítio, níquel e outros insumos essenciais para a fabricação de baterias, equipamentos eletrônicos e tecnologias voltadas à transição energética. Outra diretriz do plano é incentivar o processamento industrial de minerais no País, com o objetivo de ampliar a agregação de valor à produção mineral. A expectativa é elevar a participação da mineração na economia brasileira de 3,3% para 4,5% ao longo do período de vigência do plano. O PNM 2050 também identifica desafios estruturais para o desenvolvimento do setor mineral.
Entre eles estão a lentidão dos processos regulatórios e a existência de 3.943 minas classificadas com indícios de abandono, fatores apontados como entraves para a expansão da atividade. Embora apresente metas de longo prazo para o setor mineral, o documento não detalha as medidas que serão adotadas para alcançá-las. Segundo o Ministério de Minas e Energia, as ações e instrumentos necessários para a implementação das diretrizes serão definidos em um plano de execução a ser elaborado posteriormente. Fonte: Folha de São Paulo. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.