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03/Jul/2026

Máquinas: Argentina elimina imposto de exportação

O governo da Argentina anunciou a eliminação do imposto de exportação incidente sobre veículos produzidos no país. A alíquota de 4,5% será reduzida a zero a partir de julho de 2026, permanecendo em vigor até junho ou julho de 2027. A medida também contempla autopeças, máquinas agrícolas, peças de relojoaria e outros produtos industriais. A iniciativa tem como objetivo ampliar a competitividade dos produtos argentinos no mercado internacional. Nos últimos anos, a indústria automobilística do país perdeu participação no mercado brasileiro, principalmente diante do aumento das importações de veículos provenientes da China. Entre janeiro e maio de 2026, os veículos chineses representaram 47,7% das importações brasileiras do segmento, totalizando 80.100 unidades.

No mesmo período, a Argentina respondeu por 54.900 unidades embarcadas ao Brasil, mantendo-se como o segundo principal fornecedor do mercado brasileiro. A eliminação da tarifa de exportação era uma demanda antiga da Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (Adefa), que avaliou a medida como um incentivo à competitividade das exportações industriais do país. Além dos automóveis, a isenção alcança setores ligados à produção de autopeças, máquinas agrícolas e outros segmentos manufatureiros. A Argentina permanece como importante polo de produção de picapes médias destinadas ao mercado brasileiro. Entre os modelos fabricados no país estão Toyota Hilux, Ford Ranger e Fiat Titano.

Também está prevista a produção das futuras Ram Dakota e Renault Niagara. O parque industrial argentino ainda produz veículos de passeio de grande volume comercial, como Fiat Cronos, Peugeot 208 e Peugeot 2008. A expectativa de parte do mercado é de que a retirada do imposto possa reduzir em aproximadamente 2% o preço final dos veículos exportados. No entanto, especialistas avaliam que o impacto ao consumidor tende a ser limitado, uma vez que a redução ocorre em etapas intermediárias da cadeia produtiva. Além disso, oscilações cambiais podem neutralizar parte do benefício, enquanto as montadoras também podem optar por utilizar a redução tributária para recompor margens de rentabilidade em vez de repassar integralmente o ganho aos preços finais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.