01/Jul/2026
Segundo avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial mantém a estrutura adotada no ciclo anterior, promove redução nas taxas de juros das principais linhas de financiamento, mas não deverá ser suficiente para estimular uma recuperação das vendas de máquinas e implementos agrícolas ao longo deste ano. A entidade considera que o programa preserva a continuidade da política de crédito rural e oferece algum alívio no custo financeiro das operações.
Entre as principais mudanças estão as reduções, em torno de 1 ponto porcentual, nas taxas de juros de linhas como Moderfrota e Pronamp, voltadas ao financiamento de máquinas agrícolas e ao atendimento dos médios produtores rurais. Apesar da redução dos juros, os recursos destinados ao Moderfrota, principal programa de financiamento para aquisição de máquinas agrícolas, foram reduzidos de R$ 12 bilhões para R$ 5,8 bilhões na safra 2026/27.
Parte dessa redução deverá ser compensada por recursos disponibilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que oferecerá financiamentos com taxa de juros de 9,2% ao ano. A expectativa é que esses recursos substituam parcialmente o volume reduzido do Moderfrota, proporcionando uma alternativa de crédito com custo financeiro inferior. Ainda assim, a demanda por máquinas agrícolas continuará limitada pelo cenário de baixa rentabilidade dos produtores rurais.
Mesmo com condições de financiamento mais favoráveis, a redução das margens da atividade tende a restringir novos investimentos em máquinas e implementos. O Plano Safra contribui para preservar a previsibilidade das condições de crédito, mas não altera o ambiente de cautela observado no campo. Diante da pressão sobre a renda, os produtores deverão manter postura seletiva na contratação de financiamentos e na realização de investimentos ao longo da safra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.