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30/Jun/2026

Máquinas: montante de crédito para o Plano Safra

A John Deere defende que o Plano Safra 2026/27 destine pelo menos R$ 30 bilhões ao financiamento de máquinas agrícolas por meio das linhas do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A empresa também considera necessária a adoção de taxas de juros mais competitivas, avaliando que a disponibilidade de recursos deve ser acompanhada de condições financeiras capazes de estimular a tomada de crédito pelos produtores. As linhas destinadas à modernização da frota deveriam operar com taxas de juros de um dígito, consideradas mais adequadas para incentivar investimentos em máquinas agrícolas.

A empresa entende que o fortalecimento dos programas oficiais depende simultaneamente da ampliação do orçamento disponível e da oferta de condições financeiras atrativas para os produtores rurais. A John Deere também propõe que o Plano Safra evolua de uma política de governo para uma política de Estado, com horizonte de planejamento entre 10 e 15 anos e respaldo do Congresso Nacional. A avaliação é de que uma estratégia de longo prazo proporcionaria maior previsibilidade para investimentos em armazenagem, seguro rural, tecnologia, máquinas, sementes e demais segmentos ligados ao agronegócio.

Segundo a empresa, esse planejamento estrutural deveria contemplar uma metodologia capaz de dimensionar os investimentos necessários para ampliar a participação da agropecuária no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nas próximas décadas. Entre as prioridades também estariam a expansão da infraestrutura logística para o escoamento da produção em direção ao Oceano Pacífico, além do desenvolvimento da mineração nacional com foco na autossuficiência em fertilizantes e na redução da dependência de insumos importados. A companhia avalia ainda que mudanças estruturais se tornam mais relevantes diante do avanço de novas políticas regulatórias e de mercado que tendem a ampliar a demanda pela produção agropecuária brasileira.

Entre os fatores apontados estão o aumento da mistura de etanol à gasolina, a expansão dos novos biocombustíveis e o desenvolvimento do mercado de carbono, iniciativas que poderão elevar a necessidade de investimentos para ampliar a capacidade produtiva do setor. Em um ambiente marcado por crédito restrito e juros elevados, a John Deere informou que ampliou sua atuação na oferta de financiamento próprio para sustentar as vendas de máquinas agrícolas. Atualmente, cerca de 90% das vendas da empresa no Brasil são realizadas por intermédio do banco da própria companhia, que oferece soluções financeiras para clientes e concessionários na aquisição de equipamentos, peças e serviços, utilizando recursos próprios e repasses.

A empresa e sua rede de concessionários também vêm subsidiando taxas de juros durante feiras e eventos para estimular as vendas. No entanto, a companhia considera que esse modelo reduz a rentabilidade da fabricante, da instituição financeira e da rede de distribuição, não sendo uma estratégia sustentável no longo prazo. Como alternativa, defende maior desenvolvimento do mercado de capitais como fonte complementar de financiamento para o agronegócio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.