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26/Jun/2026

Defensivos: Brasil reduzindo importações em 2026

Segundo dados da CropLife Brasil, as importações brasileiras de defensivos químicos somaram US$ 4,28 bilhões no acumulado de janeiro a maio de 2026, com recuo de 6,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total foi de US$ 4,59 bilhões. Em volume, as compras externas caíram 6,5% no período, passando de 537,3 mil toneladas para 502,6 mil toneladas. A entrada de produtos formulados respondeu por US$ 1,4 bilhão no acumulado. O movimento geral é caracterizado por ajuste de mercado, com redução de preços médios e aumento da participação de produtos genéricos. O comportamento das importações é associado a restrições financeiras do setor produtivo, incluindo margens apertadas, endividamento elevado e maior comprometimento de crédito em função de processos de recuperação judicial, além de mudanças regulatórias e estratégicas na gestão de insumos. Também é apontado o impacto de prazos prolongados de registro de novas tecnologias no país, entre os mais elevados entre grandes produtores agrícolas globais.

Entre os produtos formulados, os herbicidas lideraram as importações no período, com US$ 471 milhões e 112 mil toneladas, seguidos por inseticidas, com US$ 295 milhões, e fungicidas, com US$ 249 milhões, todos com retração em valor, volume e preço médio na comparação anual. Os herbicidas responderam por 34% do valor e cerca de 45% do volume total dos formulados importados. O comportamento é associado à relevância agronômica do controle de plantas daninhas, que competem com as culturas por água, luz e nutrientes, além da consolidação do sistema de plantio direto e do aumento do uso de aplicações pré-emergentes, especialmente nas culturas de soja, milho e algodão. No recorte por origem, a China manteve a liderança nas exportações para o Brasil, com 72% do valor, equivalente a US$ 338 milhões, e 90% do volume, cerca de 100 mil toneladas. Estados Unidos e Alemanha aparecem na sequência em valor, enquanto Estados Unidos e Índia complementam os principais fornecedores em volume. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.