25/Jun/2026
A Petrobras formalizará a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), em Mato Grosso do Sul, projeto que estava paralisado desde 2014 e que deverá iniciar operação comercial em 2029. A unidade, que já possuía cerca de 85% das obras concluídas quando foi interrompida, será a mais moderna do parque de fertilizantes da companhia e integra a estratégia de ampliação da participação da estatal no mercado brasileiro de fertilizantes nitrogenados. A retomada da UFN III faz parte de um conjunto de investimentos voltados à expansão da produção nacional de fertilizantes, além de iniciativas relacionadas à geração de energia renovável e ao desenvolvimento de projetos ligados ao hidrogênio. A Petrobras também anunciou recentemente a reativação de unidades localizadas no Paraná, Bahia e Sergipe, ampliando sua presença no segmento. Quando entrar em operação, a UFN III terá capacidade nominal para produzir aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia.
Desse volume de amônia, cerca de 180 toneladas por dia estarão disponíveis para comercialização. A unidade está localizada em região estratégica, responsável por aproximadamente 40% da demanda nacional por fertilizantes, e deverá atender principalmente os mercados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. A companhia estima que a UFN III, isoladamente, será responsável por aproximadamente 15% da oferta nacional de fertilizantes, enquanto o conjunto das unidades da Petrobras no Sul e no Nordeste poderá atender cerca de 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados. Atualmente, a ureia consumida no Brasil é majoritariamente importada, tornando a ampliação da produção doméstica um fator relevante para redução da dependência externa. Além do impacto sobre a oferta de fertilizantes, o projeto também fortalece o mercado de gás natural, uma vez que a unidade deverá consumir cerca de 2 milhões de metros cúbicos por dia do combustível produzido pela própria Petrobras.
A integração entre produção de gás e fabricação de fertilizantes é vista pela companhia como uma alternativa para ampliar o consumo doméstico da produção nacional. A fase de construção da UFN III deverá gerar aproximadamente 8 mil empregos, enquanto a operação da unidade deverá sustentar cerca de 4.800 postos de trabalho diretos e indiretos. Paralelamente, a Petrobras realiza estudos para avaliar a possibilidade de duplicação de suas fábricas de fertilizantes, ampliando a capacidade produtiva e reforçando a estratégia de substituição de importações. O projeto ocorre em um momento de crescente preocupação com a segurança de abastecimento de insumos agrícolas no Brasil, especialmente fertilizantes nitrogenados, e reforça o movimento de fortalecimento da produção nacional para reduzir a exposição do setor agropecuário às oscilações do mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.