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25/Jun/2026

Armazenagem: déficit persiste e pressiona logística

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil alcançou 210,5 milhões de toneladas no início de 2026, com alta de 3,6% em relação ao ano anterior. Apesar da expansão, o avanço da infraestrutura segue inferior ao crescimento da produção agrícola, mantendo desafios logísticos recorrentes para o escoamento da safra. O volume de armazenagem equivale atualmente a 58,6% da produção brasileira de grãos em 2025, estimada em 359,4 milhões de toneladas.

O percentual representa queda em relação aos 64,7% observados no ano anterior, refletindo o descompasso entre a expansão da produção e o ritmo de investimentos em capacidade de estocagem. Os maiores incrementos na infraestrutura de armazenagem foram registrados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com destaque para regiões produtoras de grãos em expansão. Ainda assim, o crescimento médio da capacidade de armazenagem tem sido de 4% ao ano na última década, enquanto a produção de grãos avança a um ritmo médio de 6,5% ao ano.

Esse diferencial de crescimento amplia a pressão sobre a logística do agronegócio, especialmente em períodos de pico de colheita, quando há maior necessidade de escoamento e estocagem simultânea. O cenário também eleva a dependência de estruturas emergenciais e reduz a flexibilidade dos produtores na gestão comercial da safra. A situação é considerada mais crítica em regiões como Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), além de Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, onde a soma da produção esperada com estoques remanescentes supera a capacidade instalada de armazenagem.

Nessas regiões, o déficit estrutural tende a intensificar gargalos logísticos e pressionar custos de transporte e estocagem. Embora Mato Grosso tenha ampliado significativamente sua capacidade nos últimos anos e apresente condição relativamente mais equilibrada, o cenário geral indica necessidade de novos investimentos em armazenagem. A consultoria destaca que a manutenção de um ritmo consistente de expansão da infraestrutura será essencial para reduzir a vulnerabilidade da cadeia de grãos e melhorar a eficiência logística do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.