29/May/2026
Distribuidoras de energia elétrica no Brasil identificaram irregularidades em instalações de sistemas de energia solar em até 69% dos casos fiscalizados, segundo informações enviadas à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que apura o avanço de conexões consideradas irregulares no sistema de geração distribuída. As concessionárias relatam que a expansão de sistemas solares sem registro pode gerar riscos de sobrecarga, instabilidade operacional e até impactos na segurança do sistema elétrico, além de implicações sobre custos do sistema, já que parte dos subsídios associados à geração distribuída é rateada entre os consumidores.
Entre os dados apresentados, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) realizou cerca de 1,4 mil inspeções e identificou indícios de injeção irregular em 69% dos casos. Nessas situações, foram abertos processos administrativos para regularização e cobrança de benefícios obtidos de forma indevida. A Neoenergia, com atuação em diversos Estados, reportou 53% de irregularidades em aproximadamente 8,8 mil casos identificados entre 16,3 mil inspeções realizadas. A Enel, em São Paulo, apontou indícios de irregularidades em 18% de 250 sistemas monitorados.
As distribuidoras têm ampliado os mecanismos de fiscalização, incluindo o uso de drones para inspeção de telhados e verificação de instalações. Também há medidas de responsabilização profissional, com previsão de encaminhamento de casos a conselhos de engenharia em situações de projetos irregulares. O aumento das inspeções ocorre em meio à expansão da geração distribuída solar no País e à intensificação da fiscalização por parte das concessionárias e da agência reguladora. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.