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28/May/2026

Fertilizantes: preços da ureia recuam nesta semana

Segundo a StoneX, os preços globais da ureia recuaram nesta semana diante da expectativa de retomada das exportações chinesas, do avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e do início de um período sazonalmente mais fraco de demanda. Apesar da queda, o insumo segue em patamar historicamente elevado na relação com a rentabilidade agrícola. O mercado passou a precificar uma possível flexibilização das restrições chinesas às exportações de ureia e fosfatados antes de agosto. As limitações haviam sido impostas para preservar a oferta doméstica durante o plantio de primavera e conter os preços internos. Com o fim do pico de demanda, aumentaram as expectativas de retomada parcial das vendas externas.

Outro fator de pressão sobre os preços foi a percepção de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, cenário que reduz os riscos logísticos no Estreito de Ormuz e alivia os custos de energia e fertilizantes. Além disso, a demanda global desacelerou sazonalmente, com redução das compras por países como a Austrália, em meio a preços elevados e problemas climáticos. A Índia voltou ao mercado como principal compradora. A estatal NFL abriu licitação para aquisição de 1,7 milhão de toneladas de ureia, com embarques até 20 de julho. Do total, 800 mil toneladas serão destinadas à costa leste e 900 mil toneladas à costa oeste do país. Mesmo com a recente queda, a relação de troca da ureia continua desfavorável ao produtor rural. A relação entre os preços da ureia em Nola, referência logística dos Estados Unidos, e o milho para dezembro de 2027 permanece próxima de 98, acima do limite considerado normal, em torno de 75.

Para retornar à média histórica, os preços da ureia precisariam recuar cerca de US$ 115,00 por tonelada, movimento considerado improvável no curto prazo. No mercado de fosfatados, o cenário permanece mais restritivo. A produção global está concentrada em poucos fornecedores, como China, Rússia, Marrocos, Arábia Saudita e Estados Unidos. A China segue fora do mercado exportador, enquanto a Arábia Saudita enfrenta dificuldades logísticas ligadas ao Estreito de Ormuz. A eventual reabertura do Estreito poderia provocar uma correção mais intensa nos fosfatados, ao permitir retomada das exportações sauditas, maior circulação de enxofre e amônia e melhora nas condições globais de produção. Os preços elevados já começam a afetar a demanda global. Produtores de diversas regiões vêm reduzindo o uso de fosfatados diante dos custos elevados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.