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28/May/2026

Fertilizantes Especiais: faturamento do setor recua

Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), o mercado brasileiro de biofertilizantes e fertilizantes especiais encerrou 2025 com faturamento de R$ 25,4 bilhões, retração de 5,5% em relação a 2024. O desempenho do setor refletiu o ambiente adverso enfrentado pelo agronegócio, marcado por juros elevados, restrição de crédito, inadimplência, aumento dos custos de produção e redução da rentabilidade no campo. De acordo com o relatório de inteligência de mercado publicado no Anuário 2026 da Abisolo, os segmentos mais expostos às commodities agrícolas registraram maior pressão sobre preços e margens. Em contrapartida, produtos de maior valor agregado apresentaram maior resiliência, sustentados pela demanda por tecnologias voltadas ao aumento de produtividade, eficiência operacional e mitigação de riscos agronômicos.

O cenário econômico levou produtores rurais a adotar postura mais cautelosa na gestão da atividade agrícola, com adiamento de decisões de compra e maior pressão por redução de preços dos insumos. Apesar da retração no faturamento, a Abisolo informou que os volumes comercializados permaneceram relativamente estáveis, indicando manutenção da relevância dos fertilizantes especiais e biofertilizantes dentro dos sistemas de manejo agrícola. Entre os segmentos com maior expansão, os biofertilizantes avançaram 76,7% em 2025, impulsionados pelo aumento do número de registros de produtos no Ministério da Agricultura, pela ampliação da adoção tecnológica no campo e pela entrada de novas empresas no mercado. Os fertilizantes orgânicos registraram crescimento de 58,5%, favorecidos pela recuperação dos preços médios de comercialização.

O segmento de condicionadores de solo de base orgânica avançou 19,4%, alcançando faturamento de R$ 154 milhões. O mercado de substratos para plantas apresentou expansão de 22,8%, totalizando R$ 517,2 milhões, influenciado principalmente pela elevação dos preços decorrente da escassez de matérias-primas importadas. A soja ampliou sua participação no faturamento total do setor, passando de 44,1% em 2024 para 48,6% em 2025, consolidando-se como principal cultura consumidora desses insumos. Minas Gerais manteve a liderança entre os Estados consumidores, respondendo por 22% do faturamento do segmento. O setor mantém investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, diante da crescente demanda por tecnologias voltadas à produtividade, eficiência e sustentabilidade na agricultura brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.