28/May/2026
A CropLife Brasil lançou “O que é que só o Brasil tem?”, iniciativa voltada à ampliação do debate sobre agricultura tropical e à valorização do modelo produtivo brasileiro baseado em ciência, inovação tecnológica e adaptação às condições climáticas tropicais. A entidade, que representa empresas dos segmentos de defensivos agrícolas, biotecnologia, bioinsumos e germoplasma, informou que a campanha foi criada diante da percepção de descompasso entre o reconhecimento da relevância do agronegócio brasileiro e a compreensão pública sobre os fatores científicos e tecnológicos que sustentam o sistema produtivo nacional.
A proposta busca ampliar o entendimento sobre características específicas da agricultura tropical, como elevada pressão de pragas e doenças, múltiplas safras anuais, diversidade climática e necessidade contínua de desenvolvimento tecnológico. O lançamento ocorreu durante evento promovido em parceria com o Congresso em Foco, reunindo autoridades públicas, representantes do setor produtivo, especialistas e formadores de opinião para discutir o papel estratégico da agricultura brasileira diante dos desafios globais ligados à segurança alimentar e às mudanças climáticas. A programação contou com debates sobre políticas públicas voltadas à agricultura tropical e sobre o papel da inovação no desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas do País.
A campanha foi fundamentada em pesquisa encomendada ao instituto Nexus, realizada com 230 tomadores de decisão e formadores de opinião, incluindo parlamentares, integrantes do Executivo federal, jornalistas e empresários do agronegócio. O levantamento mostrou que 85% dos entrevistados consideram o Brasil referência mundial em agricultura tropical, enquanto 80% associam a elevada produtividade agrícola nacional aos investimentos em pesquisa e inovação. Ao mesmo tempo, o estudo apontou desconhecimento sobre o conceito de agricultura tropical. Segundo os dados, 24% dos entrevistados não souberam definir espontaneamente o termo, enquanto apenas 1% relacionou diretamente o conceito à tecnologia.
A pesquisa também indicou que 32% dos entrevistados ainda acreditam que o Brasil é o maior consumidor mundial de defensivos. Em relação à regulação do setor, 86% dos participantes afirmaram confiar no sistema brasileiro de controle e fiscalização do uso de defensivos agrícolas, conduzido por órgãos como Ministério da Agricultura e Pecuária, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A CropLife Brasil avalia que o reconhecimento da estrutura regulatória nacional ainda é pouco explorado no debate público sobre o agronegócio brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.