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26/May/2026

Porto de Itajaí: estudos para remover navio Pallas

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, firmou convênio com a Universidade do Vale de Itajaí e a Autoridade Portuária Federal para a realização de estudos técnicos voltados à remoção dos destroços do navio Pallas, naufragado em 1893 no canal de acesso ao complexo portuário da região. O governo federal destinará R$ 310 mil para a elaboração dos estudos, que buscam avaliar soluções para conciliar a ampliação da capacidade logística do porto com a preservação histórica e arqueológica da embarcação submersa. Os destroços do Pallas estão localizados entre as boias 9 e 11, próximos à Bacia de Evolução nº 2, estrutura utilizada para manobras de embarcações de grande porte.

Atualmente, a presença do casco limita a expansão operacional da área e impede o aprofundamento do canal de acesso. Com a eventual remoção da embarcação, o Porto de Itajaí pretende ampliar o diâmetro da Bacia de Evolução nº 2 de 500 metros para 530 metros. O complexo também projeta, em etapas futuras, aprofundar o canal de acesso de 14 metros para até 16 metros de profundidade, medida considerada estratégica para elevar a capacidade operacional e permitir a movimentação de navios maiores. Segundo avaliação da autoridade portuária, a ampliação da infraestrutura poderá aumentar a segurança das manobras, elevar a produtividade operacional, reduzir custos logísticos e fortalecer a competitividade do complexo portuário catarinense no mercado internacional. O tema ganhou relevância após manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU) durante análise do processo de concessão do canal de acesso da região.

O ministro Walton Alencar classificou como incompatível com a atividade econômica a permanência de um casco naufragado restringindo a entrada e a operação de embarcações de grande porte em um dos principais portos do País. Do ponto de vista econômico, empresários e autoridades do setor portuário defendem a retirada do navio como forma de ampliar a competitividade de Itajaí frente a outros terminais brasileiros. Por outro lado, setores ligados à preservação histórica e arqueológica argumentam que o Pallas integra o patrimônio arqueológico subaquático brasileiro, associado à Revolta Armada, episódio relevante da história republicana nacional. Diante disso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) exige a realização de estudos arqueológicos e planos de salvamento antes de qualquer intervenção definitiva na área. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.