26/May/2026
Distribuidoras de energia elétrica intensificaram ações de fiscalização contra instalações irregulares de geração solar distribuída e identificaram elevados índices de fraudes em inspeções realizadas em diferentes regiões do País. As informações foram encaminhadas pelas concessionárias à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que conduz apuração sobre irregularidades relacionadas à injeção não autorizada de energia na rede elétrica. O governo federal avalia que o avanço das conexões irregulares representa risco de sobrecarga, instabilidade operacional e possibilidade de interrupções no sistema elétrico. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que realizou cerca de 1,4 mil verificações em campo e identificou irregularidades em 69% dos casos fiscalizados.
Segundo a distribuidora, todos os casos resultaram na abertura de processos administrativos para regularização das instalações e recuperação de benefícios financeiros obtidos indevidamente nas faturas de energia. A Neoenergia, que atua em seis Estados e no Distrito Federal, relatou irregularidades em 53% das centrais avaliadas. Foram identificados aproximadamente 8,8 mil casos entre 16,3 mil inspeções realizadas. Em São Paulo, a Enel detectou indícios de irregularidades em 18% das 250 centrais solares monitoradas. O Brasil possui cerca de 42 gigawatts (GW) de potência instalada em geração solar distribuída, modalidade baseada em painéis solares instalados em residências, comércios e indústrias.
Segundo estimativas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), outros 14 GW podem estar sendo injetados na rede elétrica por equipamentos não registrados oficialmente. Além dos impactos operacionais, o avanço das instalações irregulares também amplia custos ao sistema elétrico, uma vez que consumidores de geração distribuída recebem subsídios financiados pelos demais usuários da rede. A Aneel abriu consulta pública para discutir medidas de combate às irregularidades no segmento. Para ampliar a fiscalização, distribuidoras passaram a utilizar drones no monitoramento das instalações solares. Em Minas Gerais, a Cemig informou ainda que pretende encaminhar denúncias aos conselhos profissionais contra engenheiros responsáveis por projetos considerados irregulares. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.