22/May/2026
Segundo a Rumo, os portos concentram atualmente os principais gargalos da logística de exportação brasileira, em meio ao avanço da produção agroindustrial e à necessidade de ampliação da capacidade de escoamento do País. Há necessidade de investimentos coordenados em toda a cadeia logística para sustentar o crescimento das exportações nos próximos anos. A expansão da capacidade portuária enfrenta limitações estruturais e geográficas, exigindo integração entre operadores logísticos, terminais, ferrovias e investidores.
O Porto de Santos (SP) permanece como principal foco dos investimentos voltados ao aumento da movimentação de cargas agrícolas e insumos. A Rumo informou que iniciará ainda neste ano a construção de um terminal próprio em parceria com a CGA na área da DP World, no Porto de Santos. O projeto terá capacidade para movimentar 9 milhões de toneladas de grãos e 3,5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. A companhia também destacou os avanços do terminal STS 10, operado pela Cofco, e avaliou que os ganhos de eficiência operacional no Porto de Santos têm permitido sucessivos recordes de movimentação nos últimos anos.
Outro ponto destacado foi a atuação da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips), estrutura formada por Rumo, MRS e VLI para financiar conjuntamente a ampliação da capacidade ferroviária do complexo portuário. O modelo busca viabilizar novos investimentos logísticos sem elevação adicional de custos para a cadeia de exportação. A companhia informou ainda que o planejamento atual considera expansão de capacidade logística até o fim da década, diante da perspectiva de crescimento contínuo da produção agroindustrial e do fluxo exportador brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.