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21/May/2026

Diesel: El Niño amplia risco logístico na Região Norte

A Refinaria da Amazônia avalia que a intensificação do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre poderá ampliar os custos logísticos e pressionar ainda mais os preços do diesel no Brasil, especialmente na região Norte. A expectativa da companhia é de um cenário climático mais severo do que o registrado em 2023, com impactos relevantes sobre a navegação fluvial na Amazônia e necessidade de antecipação das operações de abastecimento. O fenômeno climático pode figurar entre os mais intensos já registrados globalmente, aumentando o risco de estiagem prolongada na região amazônica. A principal preocupação está relacionada à redução do nível dos rios, especialmente na bacia do Rio Madeira, comprometendo a navegação e elevando os custos de distribuição de combustíveis. Diante desse cenário, a companhia iniciou antecipadamente o reposicionamento de cargas de diesel e gasolina e ampliou o planejamento logístico para o período crítico, previsto entre setembro deste ano e janeiro de 2027.

A estratégia envolve formação de estoques flutuantes e manutenção de balsas por períodos mais longos ao longo da bacia amazônica para garantir a continuidade do abastecimento regional. A avaliação da empresa é de que não há risco de desabastecimento no Brasil, embora os custos operacionais devam aumentar de forma relevante. A estiagem tende a exigir adaptações operacionais, incluindo redução de volumes transportados em embarcações para manutenção da flutuação, além de ajustes em equipamentos e rotas logísticas. O transporte rodoviário aparece como alternativa limitada em parte da região Norte, devido às restrições de infraestrutura e alcance geográfico. Nas áreas atendidas por caminhões, a concorrência com a Petrobras amplia a sensibilidade aos preços dos combustíveis, principalmente em regiões ligadas ao agronegócio. A companhia informou ainda que retomou recentemente operações mais amplas de refino após obras de modernização da unidade adquirida da Petrobras no fim de 2022.

Desde dezembro do ano passado, a refinaria voltou a operar combustíveis escuros, como asfalto e bunker, e desde janeiro retomou a produção de combustíveis leves, incluindo diesel, nafta e parte do querosene de aviação, embora ainda mantenha dependência parcial de importações. A empresa também reconhece que a formação antecipada de estoques em ambiente de elevada volatilidade de preços aumenta os riscos financeiros da operação. Mesmo assim, a prioridade permanece na garantia do abastecimento regional, especialmente em áreas dependentes da logística fluvial amazônica. O cenário climático reforça a preocupação do mercado com os impactos do El Niño sobre infraestrutura logística, custos operacionais e distribuição de combustíveis no Norte do País, em um momento de maior sensibilidade do mercado global de energia e derivados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.