ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

19/May/2026

Logística: regra marítima pode pressionar exportações

As novas regras internacionais em discussão para uso de combustíveis renováveis no transporte marítimo podem elevar os custos das exportações brasileiras e afetar a competitividade do agronegócio nacional. A Organização Marítima Internacional (IMO), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), debate a adoção de exigências para que parte do combustível utilizado por navios seja renovável a partir de 2030. A proposta prevê penalidades para embarcações que não utilizarem combustíveis renováveis, com valores em discussão entre US$ 50,00 e US$ 500,00 por tonelada transportada. O impacto potencial é considerado relevante para o Brasil devido à forte dependência do modal marítimo, responsável por cerca de 95% das exportações nacionais.

A avaliação é de que a medida pode funcionar como um fator de perda de competitividade para países em desenvolvimento, especialmente para exportadores distantes dos principais mercados consumidores globais, como a China. O aumento dos custos logísticos tende a afetar principalmente cadeias exportadoras de grande volume, incluindo o agronegócio. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avalia que o setor produtivo brasileiro precisará acelerar investimentos em adaptação da frota marítima e no desenvolvimento de combustíveis renováveis voltados ao transporte naval.

A estratégia envolve oportunidades para a indústria nacional de máquinas, motores e biocombustíveis. Entre os combustíveis com potencial de expansão estão etanol, biodiesel e diesel verde, segmentos nos quais o Brasil possui vantagens competitivas. O avanço dessas tecnologias também envolve projetos ligados à Petrobras e à cadeia de transição energética. Parte da frota marítima mundial deverá passar por processos de retrofit para adequação às novas exigências ambientais, substituindo sistemas baseados em combustíveis fósseis tradicionais por alternativas renováveis compatíveis com os futuros padrões internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.