18/May/2026
A 3tentos observa maior cautela dos produtores rurais nas negociações de fertilizantes nitrogenados, enquanto as compras de sementes, defensivos, fósforo e potássio seguem em andamento. A companhia avalia que o nitrogênio foi o insumo mais impactado pela volatilidade recente devido à relação direta com o gás natural e aos riscos geopolíticos internacionais, ao passo que as demais linhas do pacote tecnológico mantêm demanda mais estável. No primeiro trimestre, a receita líquida do segmento de insumos da companhia avançou 31,9%, alcançando R$ 826,6 milhões. Segundo a empresa, o desempenho refletiu ganho de participação em novas regiões, especialmente em Mato Grosso, além do deslocamento de vendas do fim de 2025 para o início de 2026 em razão do plantio tardio da soja no Rio Grande do Sul.
O resultado também foi favorecido pelas melhores condições climáticas no Sul e pela maior demanda por produtos de maior valor agregado, como fungicidas e inseticidas. Os volumes comercializados apresentaram crescimento em parte relevante do portfólio. As vendas de fertilizantes aumentaram 64% no trimestre, para 102,8 mil toneladas, enquanto defensivos cresceram 8%, totalizando 9 milhões de quilos ou litros. As sementes registraram recuo de 16%, para 2,2 mil toneladas. A avaliação da companhia é de que a cautela dos produtores está concentrada principalmente nos fertilizantes nitrogenados, e não no conjunto dos insumos agrícolas. Segundo a empresa, sementes seguem com preços próximos dos níveis históricos e apresentam compras antecipadas. Em defensivos, os impactos ficaram restritos a algumas moléculas específicas.
Em fertilizantes, o comportamento mais defensivo dos agricultores está relacionado ao nitrogênio, enquanto fósforo e principalmente potássio seguem com negociações em andamento. A 3tentos avalia que o produtor rural ainda opera em ambiente de rentabilidade apertada, alavancagem elevada e juros altos. Apesar do alívio proporcionado pelas boas colheitas, permanece a necessidade de equilibrar investimentos em tecnologia com controle de custos operacionais. Segundo a companhia, a decisão de postergar compras de nitrogenados também está ligada ao calendário agrícola. Grande parte do volume atendido pela empresa é destinada ao milho de 2ª safra no Centro-Oeste, cujo plantio ocorre em janeiro do próximo ano. Com isso, os produtores ainda dispõem de tempo para acompanhar a evolução dos preços e do cenário geopolítico antes de concluir as negociações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.