13/May/2026
A Petrobras deverá incluir no próximo Plano de Negócios metas voltadas à autossuficiência nacional em diesel e ao atendimento integral da demanda brasileira de gasolina. A estratégia reforça o foco da estatal na ampliação do processamento de petróleo e no aumento da oferta doméstica de derivados. A companhia informou que avalia projetos destinados a ampliar a capacidade de produção de diesel no País, dentro de uma estratégia voltada ao fortalecimento do abastecimento interno e à redução da dependência de importações. O aumento do processamento de petróleo e a maior oferta de derivados constituem um dos principais pilares da atual gestão. A expectativa é de que a expansão operacional também contribua para elevar o valor agregado da produção nacional da estatal.
A Petrobras destacou ainda desempenho positivo na comercialização de derivados no segundo trimestre de 2026. De acordo com a companhia, a alta acumulada dos preços do diesel entre março e meados de abril alcançou 46% nos cálculos internos da empresa, contribuindo para melhora dos resultados operacionais no período. Na política de preços, a estatal reiterou que mantém monitoramento contínuo do cenário internacional e preserva a estratégia de evitar repasses automáticos da volatilidade externa ao mercado doméstico. A empresa destacou que o mercado brasileiro permanece como prioridade comercial da companhia e ressaltou a importância do fornecimento de combustíveis com preços considerados acessíveis.
A Petrobras também reforçou que o atual cenário operacional é marcado por aumento da produção e ampliação do valor agregado dos produtos comercializados. Dentro da estratégia de expansão, a companhia reiterou interesse em oportunidades internacionais de exploração e produção de petróleo. Segundo a administração da empresa, equipes técnicas estão avaliando possibilidades de negócios no exterior, incluindo análises de oportunidades no mercado mexicano. O posicionamento reforça o movimento da Petrobras de ampliar a integração entre produção, refino e comercialização de derivados, em um ambiente de maior atenção à segurança energética, competitividade do abastecimento doméstico e fortalecimento da capacidade nacional de refino. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.