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08/May/2026

Fertilizantes: preços elevados em meio à guerra

Segundo o Itaú BBA, os preços de fertilizantes fosfatados e nitrogenados seguem voláteis, em patamares elevados, devido ao conflito no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz mantém em alta os preços do petróleo e do gás natural, encarecendo as matérias-primas dos insumos. O preço da ureia registra alta superior a 100% em relação ao ano passado, cotado a US$ 765,00 por tonelada CFR Brasil. No entanto, o ritmo de compras dos produtores diminuiu, gerando queda pontual de preços em alguns portos por redução na demanda de misturadores. No mercado interno, o banco informou que a comercialização é lenta devido à desvalorização da soja. Como alternativa à ureia, produtores brasileiros têm migrado para o uso de sulfato de amônio, que apresenta preço nominal mais baixo, a US$ 255,00 por tonelada CFR Brasil.

Em base equivalente de nitrogênio, o sulfato de amônio mostra-se mais competitivo, correspondendo a uma ureia de US$ 559,00 por tonelada, sem considerar o valor adicional do enxofre. Como agravante do cenário, a oferta de fosfatados é pressionada pela China, que suspendeu exportações de MAP e interrompeu novas liberações de embarques. O enxofre, matéria-prima para a produção, está cotado acima de US$ 1.000,00 por tonelada. Já o cloreto de potássio (KCl) subiu quase US$ 100,00 por tonelada na comparação anual, influenciado principalmente pelo aumento dos fretes. As relações de troca estão desfavoráveis para a maior parte das culturas no País. Para a soja, o banco estima que são necessárias 35 sacas para a compra de uma tonelada de MAP. No milho, a relação de troca com a ureia atinge um dos piores níveis da história.

No setor de trigo, produtores da Região Sul ajustam o pacote tecnológico e reduzem a área diante do cenário de custos. O setor sucroenergético também registra patamares históricos negativos de troca para MAP e ureia. No café, a situação é considerada favorável em comparação a grãos e açúcar, embora a relação de troca da ureia só não seja pior que a registrada em 2022. Para o algodão e a pecuária, a valorização dos produtos finais não compensa o choque de custos dos insumos. O adiamento das compras de adubo pelos produtores pode gerar problemas logísticos futuros. Há risco de atrasos nas entregas nas fazendas e custos com multas à medida que se aproxima o período limite de aquisição para a safra de verão (1ª safra 2026/2027). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.