ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

04/May/2026

Máquinas: presença de empresas chinesas no Brasil

Na Agrishow, feira internacional de tecnologia agrícola, que foi encerrada no dia 1º de maio em Ribeirão Preto (SP), 2026 foi o segundo ano em que os chineses montaram um pavilhão dedicado exclusivamente a companhias de tecnologia do país asiático. No ano passado, foram 18 participantes. Na edição de 2026, foram mais de 50. A organização do grupo é da Rhino Agri, uma espécie de associação que reúne mais de 500 fabricantes da China com o intuito específico de estreitar laços com o mercado brasileiro. A presença chinesa na Agrishow tem dois objetivos principais. O primeiro é mostrar o que têm de melhor para oferecer ao desenvolvimento do campo brasileiro. O segundo é preparar a montagem de um balcão de negócios permanente no Brasil, para facilitar a importação de tecnologia. A plataforma é uma espécie de ‘Ali Babá’ no agro. A feira é uma vitrine para adquirir a confiança dos brasileiros que desejam comprar da China.

A maior expectativa das empresas que compõem a Rhino é ajudar a automatizar o setor no Brasil. São diversas máquinas com inteligência artificial, o que pode facilitar muito o trabalho dos agricultores brasileiros. Jie Zhang, sócio da Nongbo Hechang Electric, empresa que atua em agricultura de precisão, tem visão parecida. O Brasil tem uma agricultura muito desenvolvida, mas não dispõe de sensores tão tecnológicos quanto os dos chineses. Uma das empresas chinesas pioneiras em participações na Agrishow é a XCMG, que participa do evento desde as primeiras edições. Agora em 2026, lançou uma nova geração de tratores para alta performance rural. Destaque para uma máquina conceito desenvolvida em parceria com a Cummins. Com 80 cv de potência, o produto se posiciona na faixa de tratores de pequeno porte, para operações em terrenos considerados difíceis. Além do agro, a XCMG atende outros segmentos, como o portuário, o de construção civil e o de mineração.

A LiuGong, que esteve pelo quarto ano consecutivo na Agrishow, também aposta na diversificação e, ao mesmo tempo, no crescimento do mercado agrícola. A empresa tem ampliado o catálogo de máquinas elétricas como caminho para aumentar a eficiência e a competividade no campo, visando ainda à sustentabilidade ambiental e à redução da dependência de combustíveis fósseis. Em meio aos lançamentos deste ano, como uma pá carregadeira elétrica, é possível encontrar equipamentos para diversas aplicações no agro, como escavadeiras, motoniveladoras, rolos compactadores e plataformas elevatórias. A Agrishow é uma oportunidade para demonstrar, na prática, como os equipamentos estão evoluindo para atender às demandas do campo, com foco em produtividade, eficiência e custo operacional. O objetivo é oferecer soluções que respondam aos desafios reais das operações.

Para ampliar a influência no mercado nacional, a proposta da empresa é ir além da venda de equipamentos. A companhia busca manter uma rede de distribuidores, para garantir proximidade dos clientes e agilidade nos serviços. Para LiuGong Latin America é essa proximidade que garante que as soluções realmente façam diferença na produtividade e nos resultados das operações. A DJI Agriculture, empresa de drones que entrou no Brasil em 2019, é participante habitual da Agrishow, mas, no ano passado, decidiu montar estande próprio. Na edição de 2026, recebeu os visitantes em estande de 900 metros quadrados, que ofereceu equipamentos para operações agrícolas e para vigilância. A empresa, que tem cerca de 400 lojas oficiais espalhadas pelo Brasil e já comercializou 20 mil drones no País, pretende aumentar a participação no mercado nacional em 50% ao ano.

A aposta ousada está amparada no fato de que, na sua leitura, “a produção agrícola brasileira é muito vasta”. Há dois principais picos de venda. Um deles é na Região Norte do Brasil, que responde por 40% dos drones comercializados pela empresa no Brasil. Lá, eles têm sido muito usados para monitoramento da pecuária. Os preços do boi avançaram ultimamente e propiciaram o investimento. O segundo são locais com terrenos acidentados. É a única ferramenta para lugares onde os tratores não conseguem entrar. A meta de ampliar a fatia de mercado no Brasil está atrelada ao próprio crescimento do uso de drones no campo. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o número desses equipamentos nas áreas agrícolas passou de 3 mil unidades em 2021 para 35 mil no ano passado, um aumento de 1.060%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.