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24/Apr/2026

Insumos: exportação brasileira sobe no 1º trimestre

Dados divulgados pela CropLife Brasil, com base em levantamento do portal CropData, apontam que as exportações brasileiras de insumos agrícolas totalizaram US$ 188 milhões no primeiro trimestre de 2026, estabelecendo recorde para o período e avanço de 8,7% na comparação anual. O desempenho reflete a ampliação da presença do País no mercado internacional e a diversificação do portfólio exportador do setor. Do total embarcado, os defensivos químicos responderam por US$ 105 milhões, enquanto os bioinsumos somaram US$ 21 milhões e o segmento de sementes alcançou US$ 63 milhões, melhor resultado histórico para o primeiro trimestre. A participação das sementes atingiu 33,5% das exportações totais, com crescimento expressivo em relação aos US$ 38 milhões registrados em 2022. A expansão das vendas externas está associada à abertura de novos mercados e à diversificação de produtos.

Em 2026, o Brasil ampliou embarques para destinos como Uruguai, Congo, Quênia, Bolívia e Estados Unidos, com produtos como sementes de nabo, rícino, sorgo e melão, que passaram a representar 14% do total exportado, reduzindo a concentração anteriormente observada em culturas como forrageiras, milho e hortaliças. No caso específico do milho, as exportações de sementes cresceram 60% na comparação anual, passando de US$ 13,6 milhões para US$ 22,6 milhões, com destaque para o aumento das vendas ao Equador e à Venezuela. No sentido oposto, as importações de insumos químicos somaram US$ 2,3 bilhões entre janeiro e março, retração de 11% frente ao mesmo período de 2025. A queda foi observada em diferentes categorias, incluindo defensivos formulados, produtos técnicos e matérias-primas.

Em volume, as importações recuaram 8%, de 320 mil toneladas para 294 mil toneladas, movimento associado à redução dos preços unitários, influenciada pela maior participação de produtos genéricos nas compras externas, tendência já observada no setor. No mercado doméstico, o segmento de bioinsumos registrou faturamento de R$ 445 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 39% na comparação anual, com destaque para os bioinseticidas, que somaram R$ 204 milhões. A área tratada atingiu 12 milhões de hectares no período, avanço de 18%. Até o fim do primeiro trimestre, o segmento de defensivos químicos contabilizou 186 produtos com registros ativos no Brasil, sendo 107 formulados e 79 técnicos. O setor de bioinsumos encerrou o período com 19 produtos ativos, refletindo a expansão gradual da oferta de tecnologias no mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.