24/Apr/2026
Os preços do frete rodoviário de grãos registraram alta na maior parte das rotas monitoradas em Mato Grosso, contrariando o movimento sazonal esperado para o período pós-colheita da soja 2025/26. A migração de parte da frota de caminhões para outras regiões do País reduziu a oferta local de transporte, ampliando o poder de negociação das transportadoras remanescentes. Entre as principais rotas, o frete de Diamantino a Rondonópolis foi cotado, em média, a R$ 155 por tonelada, com alta de 3,20% na semana. No trajeto de Querência a Uberlândia (MG), o valor atingiu R$ 333,70 por tonelada, avanço de 3,28%.
O comportamento diverge do padrão típico para o período, quando a finalização da colheita tende a reduzir a demanda por transporte e pressionar as cotações para baixo. Apesar do encerramento da colheita, os preços permanecem acima dos níveis observados no mesmo período do ano anterior, sustentados principalmente pela elevação dos custos operacionais, com destaque para o diesel. A combinação de menor oferta de caminhões e custos elevados mantém o frete em patamares mais altos.
O encarecimento da logística impacta diretamente a estrutura de custos da produção agropecuária em Mato Grosso, Estado fortemente dependente do modal rodoviário para o escoamento de grãos até centros consumidores e portos. A alta dos fretes pressiona as margens dos produtores e afeta a competitividade frente a regiões com melhor acesso à infraestrutura logística. Os dados integram o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), desenvolvido no âmbito do projeto de Custo de Produção Agropecuário em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.