23/Apr/2026
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) implantou uma usina híbrida piloto voltada à pesquisa aplicada em sistemas de geração combinada, com foco em segurança energética e eficiência operacional. O projeto, desenvolvido ao longo de seis anos com investimento de R$ 23 milhões e apoio da Petrogal Brasil, será inaugurado em Xerém, no município de Duque de Caxias (RJ). A unidade, denominada UHP IEPUC, integra diferentes fontes energéticas em escala real, incluindo geração solar fotovoltaica, motores a gás natural, geração a diesel/biodiesel, sistemas de armazenamento em baterias e produção de hidrogênio verde. A estrutura permite avaliar, em ambiente controlado, a complementaridade entre fontes e a estabilidade do fornecimento.
A capacidade instalada inclui 320 quilowatts-pico (kWp) em geração solar, 320 quilowatts (kW) a gás natural, 252 kW em geração a diesel/biodiesel, além de armazenamento em baterias de 100 kW/138 quilowatt-hora (kWh). O sistema conta ainda com banco de carga programável de 320 kW e módulo de hidrogênio verde de 1 kW, com possibilidade de expansão para 26 kW. A usina foi projetada para simular diferentes perfis de consumo, incluindo aplicações industriais, data centers, agroindústria e sistemas isolados, com coleta automatizada de dados para análise de desempenho, eficiência e emissões. A integração tecnológica em escala real posiciona a estrutura como plataforma relevante de pesquisa e desenvolvimento em sistemas híbridos.
O modelo busca atender à necessidade de fornecimento contínuo de energia, mitigando a intermitência das fontes renováveis, especialmente em aplicações críticas e regiões isoladas. A proposta inclui a substituição gradual de sistemas baseados exclusivamente em combustíveis fósseis por soluções híbridas com maior participação de fontes renováveis e menor intensidade de carbono. A aplicação potencial abrange desde sistemas industriais até operações no setor de petróleo e gás, incluindo refinarias e plataformas marítimas, além de regiões remotas com dependência de geração a diesel. A adoção de sistemas híbridos tende a avançar de forma gradual, com integração progressiva de fontes renováveis, armazenamento e combustíveis de menor emissão, contribuindo para a transição energética e maior resiliência dos sistemas de geração. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.