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22/Apr/2026

Fertilizantes: atraso na compra eleva risco logístico

Segundo o relatório Monitor Agro do Bradesco, embora o risco de desabastecimento global de fertilizantes seja considerado baixo, os produtores que optarem por adiar as compras na expectativa de preços mais baixos podem enfrentar dificuldades de entrega. A estratégia de espera pode esbarrar em gargalos logísticos decorrentes do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O alerta ocorre em um momento de choque nos preços do insumo. Nesta semana, as ofertas de ureia recebidas pela Índia variaram entre US$ 935,00 e US$ 1.136,00 por tonelada. O patamar é mais do que o dobro do observado antes do início das tensões no Oriente Médio, quando a ureia era negociada em torno de US$ 508,00 por tonelada.

A logística global de fertilizantes sofre pressão adicional com a possibilidade de a Rússia estender restrições às exportações para dar prioridade ao seu mercado interno. O governo dos Estados Unidos já articula uma iniciativa para tentar estabilizar o fluxo internacional de adubos e conter novas altas de preços. A volatilidade logística foi evidenciada pela reabertura temporária do Estreito de Ormuz na última semana. A medida momentânea aliviou os preços e fez o petróleo Brent recuar 9,9% na sexta-feira (17/04), cotado a US$ 90,00 por barril. No entanto, a quebra do cessar-fogo no fim de semana levou o mercado a corrigir parte desses movimentos na segunda-feira (20/04).

O cenário de incerteza nos custos de insumos e logística coincide com uma fase crítica para o milho 2ª safra de 2026 no País. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que 34% das lavouras estão em floração, estágio de maior sensibilidade ao déficit hídrico. Outros 55% das áreas seguem em desenvolvimento vegetativo. No Paraná, chuvas na segunda semana de abril favoreceram o oeste do Estado e 84% das lavouras estão em boa condição. Apesar de pontos de redução de produtividade no sul de Goiás e de Mato Grosso do Sul, o volume de chuvas dentro da normalidade nas principais regiões produtoras traz alívio ao setor frente à pressão dos custos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.