22/Apr/2026
De acordo com dados do estudo FarmTrak, da consultoria Kynetec Brasil, o mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25, o que representa um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, quando faturou R$ 95,9 bilhões. Em dólar, o setor registrou recuo de 7% no faturamento, de US$ 19,4 bilhões para US$ 18,1 bilhões na safra passada. O menor resultado na moeda norte-americana é explicado pela desvalorização do Real, que passou de R$ 4,94 para R$ 5,46 no período. A recuperação em Reais reverte a queda de 13% apurada na safra 2023/24.
Naquele ciclo, os preços dos insumos recuaram 79%, em média, o que reduziu o faturamento de R$ 110,1 bilhões para R$ 95,9 bilhões, apesar do avanço de 1% na área plantada e de 9% na intensidade dos tratamentos. A valorização do setor em Reais no ciclo passado também foi impulsionada pelo aumento de 2% na área plantada e de 9% nos manejos nas lavouras. Esses fatores compensaram a acomodação nos preços dos defensivos no período. Para a safra 2025/26, a projeção é de avanço de 8% no mercado, em Reais. Esse crescimento potencial deve ser puxado pelas culturas de soja e milho e está relacionado ao aumento de área plantada e à intensidade dos tratamentos adotados. O histórico das últimas cinco safras mostra ciclos de elevação de preços após o início da pandemia, seguidos por perdas nos valores.
Entre as temporadas 2020/21 e 2022/23, o faturamento do setor no País subiu de R$ 61,4 bilhões para R$ 110,1 bilhões, com o custo médio de aplicação passando de R$ 37,93 para R$ 54,15 por hectare. No segmento de herbicidas não seletivos, o custo de aplicação subiu de R$ 37,68 para R$ 97,60 entre 2020/21 e 2022/23. A subida dos preços também teve início em um momento de restrição de comércio de algumas das principais moléculas do mercado, devido ao fechamento de fábricas no principal fornecedor brasileiro de produtos, a China. O estudo FarmTrak da Kynetec baseou-se em mais de 3 mil entrevistas com produtores rurais em toda a fronteira agrícola do País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.