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22/Apr/2026

Máquinas: guerra impacta na mecanização em SC

Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a intensificação do conflito no Oriente Médio com a interrupção da passagem de navios no Estreito de Ormuz gerou instabilidade no fornecimento de petróleo e fertilizantes no primeiro semestre deste ano e refletiu na mecanização agrícola em Santa Catarina. O cenário resulta em pressão sobre os custos de transporte e de produção agrícola, com impacto direto no uso de máquinas no campo. O preço médio do diesel no Estado subiu de R$ 6,14 por litro, no fim de 2025, para R$ 7,33 por litro em março de 2026. A alta elevou a participação do combustível no custo operacional efetivo das lavouras.

Culturas intensivas em mecanização, como maçã, arroz e cebola, registram maior sensibilidade ao reajuste. Nesse contexto, dois vetores concentram os impactos: a alta dos custos energéticos, com reflexos diretos no diesel, e o encarecimento dos fertilizantes nitrogenados e fosfatados. Com o petróleo brent próximo de US$ 100,00 por barril, a projeção é de reajuste de 20% no preço do diesel no Brasil, o que elevaria o frete rodoviário em 10%. Em Santa Catarina, o transporte terrestre entre o oeste e o meio-oeste e os portos responde por até 70% do custo logístico das exportações de grãos e carnes. No mercado de fertilizantes, o índice global de preços subiu 26,2% em um mês, com a ureia registrando alta de até 46% no mercado internacional.

O movimento é agravado por restrições de exportação na China e suspensão de vendas de nitrato de amônio pela Rússia, ao mesmo tempo em que o risco na navegação e os elevados prêmios de seguro dificultam o fornecimento global. A dificuldade de absorver novos reajustes pode reduzir o uso de fertilizantes, com impactos na produtividade, o que exige mais planejamento, eficiência logística e adoção de tecnologias para preservar a competitividade. O Porto de São Francisco do Sul, pelo qual foram importadas 2,75 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, mantém o ritmo de operações em 2026 para reduzir os riscos de desabastecimento regional diante das restrições no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.